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"Evangelho sem cruz é religião sem graça e sem salvação"

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NATAL: DO NASCIMENTO DE CRISTO AO QUEBRA-CABEÇA CULTURAL E RELIGIOSO - Quando Jesus nasceu

Hoje, ressaltarei acerca da data do nascimento de Jesus. Entretanto, a data exata do nascimento de Jesus é inteiramente desconhecida, muito embora tudo indica, pela cronologia bíblica, que foi no começo do outono, provavelmente em setembro, aproximadamente seis meses depois da Páscoa.


Precisamos lembrar que a época do nascimento de Jesus o mundo era dominado pela Roma pagã. Com a chegada de Constantino, como imperador, que no século IV fez “profissão publica de fé cristã” (a sinceridade desse ato é muito questionada), colocando o cristianismo ao mesmo nível do paganismo, o mundo romano passou a aceitar esse cristianismo popularizado pelo imperador. Foi então, que o Papa Julius I escolheu a data de 25 de dezembro. Neste dia os pagãos adoravam o sol, e como a influência do maniqueísmo pagão que identificava o filho de Deus como o Sol físico, proporcionou a esses pagãos do século IV, agora “convertidos” em massa ao “cristianismo” o pretexto necessário para chamar a festa de 25 de dezembro (dia do nascimento do deus-sol) de dia o nascimento do filho de Deus.

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NATAL: DO NASCIMENTO DE JESUS AO QUEBRA-CABEÇA CULTURAL E RELIGIOSO - Parte 1

Ao passear pelos centros comerciais ficamos deslumbrados com os efeitos produzidos pelas luzes, pinheiro enfeitado com caixas embrulhadas em papéis multicoloridos. Manjedoura com o boneco de uma criança, ao seu lado um casal. Próximos deles alguns bonecos de homens trajados rudemente. Casa enfeitada por pequenas lâmpadas, trenó puxado por renas, homem vestido de vermelho, com longas barbas brancas, um gorro vermelho na cabeça, um saco vermelho nas costas. O quadro, ainda que confuso, traz-nos à consciência o fato de que estamos às vésperas do Natal.

A cada ano que se passa as representações se tornam mais confusas, a ponto de o significado do Natal estar cada vez mais sendo esquecido em detrimento dos novos personagens que compõem esta nova história: Papai Noel, Mamãe Noel, luzes, enfeites, presentes, comércio, banquetes. O fato que mudou a história da humanidade aconteceu na periferia de uma pequena vila, e os personagens mais próximos eram pastores de ovelhas, e alguns misteriosos reis do oriente. Nada de luzes! Nada de enfeites! Havia presentes, sim! O mais importante dos presentes, aliás, o único que o aniversariante continua esperando dos seres humanos: o LOUVOR!

O nascimento de Jesus Cristo é anunciado aos pastores em meio à música entoada por um coro angelical (Lucas 2.10-14). Particularmente, cremos que os anjos cantam para ensinar aos pastores que Jesus, o Cristo, é o Deus que merece toda honra e todo Louvor. Os pastores aprenderam bem a lição. Não somente os pastores louvam a Jesus, como também os três reis magos do oriente, que o fazem presenteando-o com ouro, incenso e mirra (Mateus 2.11), respectivamente, símbolos da realeza de Jesus (Apocalipse 17.14), do sacerdócio de Jesus (Lucas 1.9; Hebreus 10.10-13), e da sua morte (João 19.39).

Então descobrimos o verdadeiro sentido do natal: Jesus nasceu! Seu nascimento é motivo de louvor, porque ele é o sacerdote que representa e intercede por todos os seres humanos da face da terra, em todas as eras, em todos os lugares, em todo o tempo, oferecendo-lhes gratuitamente o perdão dos pecados e a vida eterna. Jesus merece todo louvor, porque é Rei. Não um rei cujo trono se estende no mundo pelo poder da espada e da opressão! Não! Jesus é o Rei, cujo Reino está dentro dos corações dos que confessam sua majestade e dão crédito às suas palavras de vida, poder, graça e amor (Mateus 17.21). Contudo, Jesus também recebeu de presente a mirra, perfume utilizado nos rituais pós-morte. No nascimento de Jesus, prenuncia-se a sua morte! O sacerdote é ao mesmo tempo o próprio sacrifício; e no seu sacrifício, o Rei estende seu Reino Eterno sobre todas as culturas, línguas e nações (Apocalipse 5.9).


Mas neste artigo veremos como se mistura, como peças de quebra-cabeças, o fato histórico acerca do nascimento de Jesus com as culturas e a religiosidade. No fim chegaremos às conclusões necessárias para que não permitamos que o paganismo entre ou permaneça em nossas famílias para que mantenhamos o verdadeiro sentido do nascimento de Jesus.

Continua na próxima edição

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ADORAÇÃO COMO EVIDÊNCIA DA EXPERIÊNCIA COM DEUS

João 4.1-24

O encontro de Jesus com a mulher samaritana revelou algumas realidades. Todas as vezes que a incontestável presença de Jesus acontece em nós de forma clara, as mesmas revelações acontecem e as mesmas realidades são afirmadas. No entanto, todas as vezes que alguém em sinal de fé se volta à Jesus para adorá-lo tem que fazê-lo com o coração em estado de fé. Neste caso, a pergunta lógica que surge é: Se me pretendo como adorador e se Jesus está comigo, como esteve com a mulher do texto, será que essa presença de Jesus aqui, de alguma forma, não traz algumas revelações fortes pra mim e pra você? O que essa presença de Jesus aqui, hoje, revela? O que essa presença de Jesus entre nós, aqui hoje, nos faz perceber e discernir? Como disse, a presença de Jesus junto da mulher revelou uma série de coisas que continuam sendo reveladas sempre que pretendemos ser adoradores. Vejam! Primeiro, a adoração nunca está afastada da vida do adorador. Adoração é a maneira como se vive. Por isso, Jesus aponta para a cura do indivíduo antes mesmo de ser um adorador. Quando isso não acontece nos limitamos à música como se ela fosse capaz de indiscutivelmente trazer a realidade da presença de Deus. Jesus revela motivações em nós que nos põe em estado de adoração, seja ela verdadeira ou não. Quando a gente adora nem sempre a motivação é boa. Alguns adoram por motivações ruins, mas todos têm algum tipo de motivação.
Encontramos no texto Jesus ensinando que nos tornamos adoradores na medida que nosso encontro com Ele gera algumas coisas. Primeiro é a...

  1. Cura da alma
A mulher está enferma na alma. Suas experiências terrenas a tornaram doente e complexada... Mas a cura da alma doente e pecadora aconteceu quando Jesus interviu. Isso permitiu que ela visse Jesus como Messias: “Vejo que é profeta...” (v.19).

  1. Libertação do mecanicismo religioso: há pessoas que querem adorar orientados pela tradição
a)      O local e o tempo não são os mais importantes (Jo 4.20-21) – A mulher argumentou que o lugar era o monte Gerizim (local onde os samaritanos adoravam e faziam sacrifícios).
b)      A importância está em conhecer aquele que é adorado (Jo 4.22).
c)       Jesus rejeitou a religiosidade que preserva a tradição. Porque a verdadeira adoração é pelo conhecimento que temos de Jesus, ou seja, a experiência com ele.

Qualquer igreja sofre por causa das tradições. As tradições dizem que temos de estar mais presos ao passado que ao presente. Embora não houvesse a preocupação de se desenvolver tradições, todas igrejas as desenvolvem. Por exemplo, os iniciadores do movimento batista não estiveram interessados em criar tradições, mas conduzir a igreja conforme as Escrituras no que diz respeito à mensagem e conforme a época no tocante à forma.
            Todas as tradições começaram com inovações. As inovações surgiram para auxiliarem as pessoas a desenvolver um culto melhor a Deus. Com o passar do tempo as pessoas fizeram das inovações um mandamento de Deus. Logo, ficaram cristalizadas e engessadas, sendo praticadas mesmo sem o sentido original e quando não havia mais alguém que as entendessem. É como a história O gato do guru. Todas as noites, quando o guru se sentava para o culto ao seu deus, o gato do Ashram (comunidade onde o guru vive com seus discípulos) costumava caminhar pelo salão e assim distraía os adoradores. Por isso, o guru pediu que durante o culto da noite o gato fosse amarrado do lado de fora, em frente à porta. Após a morte do guru, o gato continuou a ser amarrado em frente à porta durante o culto da noite. E, quando o gato finalmente morreu, outro gato foi levado ao Ashram para que fosse amarrado, de acordo com as regras apropriadas, durante o culto da noite. Séculos mais tarde, os seguidores do guru escreveram longas e detalhadas teses sobre o papel importante de um gato naquele culto. Todo aquele que não se curvava diante do gato na entrada já era considerado pecador. E se alguém ousasse questionar a importância do gato para a correta adoração era queimado como herege.
A tradição pode ser um instrumento muito útil. Mas o cristão não tem que se curvar a ela. Como surgiu a nossa tradição? Que sentido traz? Ela tem este sentido hoje? A avaliação da tradição não é se ela é antiga e digna de reverência, mas se ainda cumpre o sentido original. E se existe algum gato que já não estimula as pessoas na adoração e até as impede. Será que não está na hora de soltarmos o gato?
Hoje em dia as pessoas procuram adoração num pacote fechado e preparado. Você já diz: - Não preciso preparar nem meu coração! Eu sei que serei abençoado. O grupo de louvor dirigirá um louvor gostoso. Como gosto daquele cantor gospel... Eu nem preciso me preocupar. A bênção já está no pacote! Mas não é isso que a Palavra de Deus ensina.
No texto encontramos pistas que mostram que quando praticamos uma adoração como evidência da experiência com Deus, essa adoração nos traz também alguns benefícios:

  1. A possibilidade de mostrar a dor e obter cura
É o momento de dizer: Jesus, está doendo porque Jesus está presente.

  1. Renovação das forças do ser
            Quando abrimos nossa alma pra Deus em louvor nosso ser se renova. Não há nada que renove mais o seu ser que o louvor. Gente grande não louva a Deus. Gente metida a madura não louva a Deus. Só louva a Deus quem mantém coração de menino, criancinha, sapeca... Que coisa! Essa criança cresce e desaprende a louvar a Deus! Só louva a Deus se tiver alma de criança. É gente simples, descomplicada que oferece a Deus perfeito louvor! Salmo 8.2: (...) diz que suscitaste força. Jesus disse suscitaste louvor. No vocabulário de Jesus força e louvor são sinônimos. A alegria no Senhor é a nossa força.

Conclusão
            Hoje quero estimular você a fazer da sua vida um lugar de adoração. Se Jesus está em você, você é o lugar da cura. Se Jesus está em você, você é o lugar do louvor. Que tal a gente fazer da adoração um momento de cura e de louvor?

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