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"Evangelho sem cruz é religião sem graça e sem salvação"

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O NATAL QUE TRANSFORMA OS PEQUENOS EM GRANDES E OS GRANDES EM PEQUENOS

Mateus 2.6


            Na época do nascimento de Jesus existiam três civilizações extremamente importantes: Jerusalém que era a capital religiosa e se especializou no conhecimento das Escrituras; Roma, capital política que avançou muito na organização militar e jurídica; e Atenas, na Grécia, berço da civilização moderna cujas descobertas são notáveis e influenciam até hoje, por exemplo: a Matemática de Tales de Mileto; a geometria de Euclides e Pitágoras (o quadrado da hipotenusa de qualquer triângulo retângulo é igual à soma dos quadrados dos catetos); a física de Arquimedes; a biologia de Anaximandro; a medicina de Empédocles que descobriu que o sangue sai do coração e volta a ele, e que os poros da pele auxiliam no trabalho de trocas respiratórias, foram eles que descobriram o sistema nervoso, desenvolveram a cirurgia e muitas outras realizações científicas; além disso, tem a cultura, a arte e a língua.

            Em contrapartida está Belém que era considerada a menor dentre as principais cidades: Jerusalém, Roma e Atenas. Mas por que era considerada a menor? Era considerada menor não porque era pequena em tamanho e população somente, mas porque não tinha do que se orgulhar, não possuía as realizações das grandes cidades, era pobre, abandonada, fazia parte do distrito de Efrata. Mas como Deus anda na contramão do pensamento humano, atribuiu a Belém a importância que ninguém dava. Este verso é de alguma forma uma exaltação à cidade de Belém quando diz: “Mas tu, Belém, da terra de Judá, de forma alguma és a menor entre as principais cidades de Judá...”, a razão é simples: “... pois de ti virá o líder que, como pastor, conduzirá Israel, o meu povo”.  A importância de Belém, portanto, está no fato de que esta cidade foi o berço de Jesus.

            Mas, por que Jesus nasceu em Belém se havia tantos lugares importantes na época, que poderiam ser o berço do seu nascimento?

a)      Por uma questão de promessa – Deus havia restaurado a promessa a Israel por Davi que da descendência dele viria o Messias. Belém era a cidade natal de Davi, logo Jesus nasceria lá.

b)      Por uma questão de humildade – Jesus não nasceria numa cidade autosuficiente, orgulhosa de si mesma.

           
            Neste caso, se pensarmos em indivíduos, o que os faz ser importantes? Quais os pressupostos que nos fazem avaliar se uma pessoa é importante ou não? A sociedade diz que pelos bens que possui, ou pela posição de autoridade. A importância está ligada ao mérito, prestígio, influência. Por isso muitas pessoas estão envoltas por preconceitos, discriminações, valorização de uns depreciando outros. E esta história é muito mais que a história de uma cidade, é a história de pessoas rejeitadas, discriminadas, postas de lado.
            Quero que você pense no natal de uma forma diferente: O natal representa a importância que você tem. Pois você tem importância pra Jesus; é por isso que ele nasceu. E aquilo que as pessoas pensam de você não significa necessariamente que você o seja. O mais importante é o que ele pensa de você: um ser muito especial, que foi capaz de ser objeto do seu amor incondicional, fazendo com que ele nascesse para mudar a sua vida.
            Não dê importância ao que não tem importância. O próprio Jesus teve uma experiência assim. Quando as pessoas pediram a sua morte, ele disse: “Pai, perdoa-lhes, pois eles não sabem o que fazem”. Em outras palavras, ele disse: Pai, eles não conseguem ver em mim o a importância que tenho. As pessoas o consideravam um falsário, um mentiroso, o falso Messias. Ou seja, as pessoas tiveram uma visão distorcida a seu respeito. As pessoas não davam importância a ele, mas ele sabia que era importante.
            Guarde uma coisa em seu coração: a forma com que você se vê será a forma com que os outros lhe verão. As pessoas podem dizer que você é ninguém por não ter estudo, por não ter um carro do ano, não ter uma boa casa. Ou então, você se sente inferiorizado por você mesmo achando que merece nada, talvez porque as pessoas não ligam pra você, ou porque seu marido lhe despreza, ou porque é o único da família que não estudou...

            Então, a grandeza do natal se baseia no fato de que nós somos importantes porque Jesus nos faz importantes. Ou seja, a importância da vida não está naquilo que construímos para nós, mas naquilo que Jesus constrói para nós. O valor de uma pessoa não está naquilo que possui, mas em Jesus. Ele é o único que pode lhe dar o real valor. Talvez qualquer pessoa não fosse capaz de dar a sua vida por você, mas Jesus deu. Ele abriu mão de toda a glória, riqueza por amor a mim e a você. Permita que o natal revele em seu coração que o nascimento de Jesus é porque você é muito importante pra ele. Permita que ele nasça em sua vida. Ele precisa liderar sua vida, ser Senhor de seu coração, ser o pastor da sua alma. Receba-o em seu coração.


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NATAL: DO NASCIMENTO DE CRISTO AO QUEBRA-CABEÇA CULTURAL E RELIGIOSO - Parte 4

PAPAI NOEL OU SÃO NICOLAU?

Na busca das raízes históricas é que precisamos ir fundo no passado para sabermos como tudo começou. A base da figura do papai Noel é Nicholas ou Nicolau de Smyma (Izmir). Nicolau foi bispo de Mira (Turquia). Por ter herdado a riqueza de seus pais, e sendo tão generoso, tinha por prática distribuir presentes às crianças pobres, as escondidas, lançando-as pela chaminé. A associação da imagem de São Nicolau ao Natal aconteceu na Alemanha e espalhou-se pelo mundo em pouco tempo. Nos Estados Unidos, ganhou o nome de Santa Claus, no Brasil de Papai Noel e em Portugal de Pai Natal.

A Igreja Ortodoxa Bizantina elevou Nicolau ao status de “milagreiro”. Em sua honra foi construída uma catedral na Rússia, hoje a mais antiga do país. A Igreja Católica Romana honrou Nicolau por ter ajudado as crianças e os pobres, tornando-o o santo das criança e navegantes. Seu dia é o 6 de dezembro. Mais tarde essa data fundiu-se com o Natal (25 de dezembro), passando a se adotar também no Natal a prática de se dar presente às escondidas, como fazia o “velho Noel”. Com isso, adotou-se uma prática mercantilista, onde impulsionado pela sua figura desenvolveu-se o dar presentes. Não seria, portanto, São Nicolau o santo também dos comerciantes?

O Natal como conhecemos hoje é uma criação Vitoriana, tendo uns 140 anos de tradição. É o feriado mais comemorado no mundo como a fundição de várias culturas religiosas e seculares. Não sou contra a comemoração do Natal, pelo contrário. Acredito que deve ser celebrado, sim. Contudo, precisamos discernir o que pertence e o que não pertence a essa data tão especial para nós cristãos. É verdade que Jesus não nasceu nessa data, mas ela é simbólica. Mesmo por que para nós Jesus não é um evento histórico, mas alguém que nasceu em nossos corações.

Assim sendo, devemos cuidar para que não substituamos a essência da data pelos elementos incorporados por aqueles que não entenderam a importância do nascimento de Jesus. No mais, não quero determinar aqui regras para a observação do Natal. Meu propósito foi o de apenas, resumidamente, levar a você a verdade que, talvez, esteja encoberta. Haja com a sua consciência e exerça a sua fé.

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NATAL: DO NASCIMENTO DE CRISTO AO QUEBRA-CABEÇA CULTURAL E RELIGIOSO - Parte 3

NATAL E SEUS SÍMBOLOS SECULARES

Em quase todos os países do mundo, as pessoas montam árvores de Natal para decorar casas e outros ambientes. Esta tradição foi trazida para o continente americano por alguns alemães. Esse que é dos símbolos mais apreciados do Natal, geralmente vem do pinheiro, é iluminada com pequenas e coloridas lâmpadas, munidas de um dispositivo que as faz acender e apagar intermitentemente. Geralmente, uma estrela brilhante coroa a árvore. Assim é a maneira como é comemorado hodiernamente.

Mas qual é a origem da árvore de Natal? Não se pode negar os fatos históricos no que tange a origem da árvore de Natal que teria surgido na antiga Babilônia. Vem de Ninrode, neto de Cão, filho de Noé. Ninrode se afastou de Deus. Segundo se sabe, Ninrode era tão perverso que se teria se casado com a própria mãe, cujo nome era Semíramis! Após a sua morte, sua mãe-esposa propagou a doutrina maligna da sobrevivência de Ninrode como um ente espiritual. Ela alegava que um grande pinheiro havia crescido da noite para o dia, de um pedaço de árvore morta, que simbolizava o desabrochar da morte de Ninrode para uma nova vida. E, todo ano, no dia de seu aniversário de nascimento ela alegava que Ninrode visitava a árvore “sempre viva” e deixava presentes nela. Entre os druidas, o carvalho era sagrado, entre os egípicios as palmeiras, em Roma era o Abeto, que era decorado com cerejas negras durante a Saturnália (Curiosidades dos costumes populares, pág. 242).

Outro fato histórico, os sacrifícios feitos na Escandinávia ao deus Thor, sempre ao pé de alguma árvore bem frondosa. A Enciclopédia Barsa diz textualmente:

“A árvore de Natal é de origem germânica, datando do tempo de S. Bonifácio (cerca de 800 d.C.). Foi adotada para substituir os sacrifícios ao carvalho sagrado de Odin (deus germânico, demônio das tempestades), adorando-se uma árvore, em homenagem ao Deus-menino."

Os povos da Escandinávia (região que compreende a Suécia e a Noruega) outrora adoravam árvores. Quando se tornaram cristãos, fizeram das árvores de folhas duras (pinheiros, ciprestes, etc.) uma parte importante dos seus festivais cristãos. Neste caso, teria havido uma transposição de costumes pagãos às praticas cristãs.
Os romanos trocavam entre si ramos de árvores verdes como sinal de que desejavam boa sorte, nas calendas (primeiro dia) de janeiro. Os ingleses tomaram este costume emprestado para usá-lo durante as comemorações do Natal. Os alemães provavelmente foram os primeiros a enfeitarem as árvores de Natal. Eles decoravam as suas árvores com estrelas, anjos, brinquedos, castanhas douradas e bolas envolvidas em papéis brilhantes. Mais tarde eles acrescentaram lantejoulas e velas acesas. Esses costumes foram copiados por outros povos europeus com pequenas modificações, daí passaram para os Estados Unidos, e daí chegaram até o Brasil e todo o resto do mundo. Em outras palavras, não há nenhuma base genuinamente cristã para se ter introduzido a árvore ou o pinheiro de Natal nas comemorações do nascimento de Jesus. Pelo contrário, é costume emprestado das religiões pagãs da Europa Medieval e da Roma primitiva. Além disso, existe uma indicação bem clara de que já na época de Jeremias os pagãos costumavam cortar árvores, trazê-las para sua casa, enfeitá-las, e dessa forma exercerem uma espécie de culto pagão à natureza, mais especificamente à árvore (ver Jeremias 10:2-4).


Podemos então constatar que um dos símbolos mais característicos do Natal, da forma como é comemorado em nossos dias, é de origem pagã, e está umbilicalmente ligado com a idolatria. 

Continua...

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