A GRANDEZA DO PERDÃO
CHIFRES QUE FALAM - A HISTÓRIA DOS CHIFRES DE BEBENHAUSEN
[Extraído]
CORRENDO DE MÃOS DADAS
Há alguns anos, nas Olimpíadas especiais de Seatle, EUA, nove participantes, todos com deficiência mental ou física, alinharam-se para a largada da corrida dos 100 metros rasos. Ao sinal, todos partiram, não exatamente em disparada, mas com uma enorme vontade de dar o melhor de si, terminar a corrida e ganhar. Todos corriam com garra, com exceção de um garoto que após alguns metros tropeçou, caiu e começou a chorar. Os outros oito ouviram o choro, diminuíram o passo e olharam para trás. Então, numa decisão espontânea, viraram e voltaram, todos eles. O estádio silenciou. Uma das meninas com Síndrome de Down ajoelhou, deu um beijo no garoto e disse: “Pronto, agora vai sarar”. Ajudara o menino a se levantar, e todos os competidores deram os braços e andaram juntos até a linha de chegada. O estádio inteiro levantou e os aplausos duraram muitos minutos.
Aqueles atletas tinham algum tipo de deficiência, mas com certeza não eram deficientes da sensibilidade, porque, lá no fundo, eles sabiam que o que mais importa nessa vida é mais do que ganhar sozinho. O que mais importa nesta vida é ajudar os outros a vencer, mesmo que isso signifique diminuir o passo e mudar o curso.
E nós na corrida cristã? Nela não pode haver o espírito de competição. Não devemos desejar ser o número um. Aparecer mais. Precisamos correr de mãos dadas, mudando o curso, diminuindo o passo e levantando aqueles que forem caindo pelo caminho se for necessário. Só assim atingiremos a linha de chegada juntos. E um estádio de anjos e uma grande nuvem de testemunhas estarão aplaudindo.
LEANDRO MENEGATTE
AMIZADE
CERTA VEZ UM soldado disse ao seu tenente:
- Meu amigo não voltou do campo de batalha, senhor, solicito permissão para ir buscá-lo.
- Permissão negada - replicou o oficial. Não quero que arrisque a sua vida por um homem que provavelmente está morto.
O soldado, ignorando a proibição, saiu, e uma hora mais tarde regressou, mortalmente ferido, transportando o cadáver de seu amigo. O oficial estava furioso:
- Já tinha dito que ele estava morto! Agora eu perdi dois homens! Diga-me, valeu a pena trazer um cadáver?
E o soldado moribundo, respondeu: Claro que sim, senhor! Quando o encontrei, ele ainda estava vivo e pôde me dizer: “Tinha certeza que você viria!”
Na sua jornada cristã faça dos seus irmãos verdadeiros amigos e seja verdadeiro amigo para com seus irmãos. A melhor coisa da vida é saber que sempre haverá um amigo em que podemos contar. Quem são seus amigos? Amigo é aquele que chega quando todo mundo já se foi.
LEANDRO MENEGATTE
"O INFERNO É OS OUTROS"
O Filósofo existencialista francês Jean-Paul Sartre defendeu que a experiência relacional se dá pela experiência do olhar. O olhar do outro me torna real. O outro confirma minha existência, isso instiga e inquieta. Desencadeia uma crise de aceitação, pois só desejo ver refletido no outro o melhor de mim mesmo. Porém, o outro enxerga mais do que gostaríamos, desconhece nossas motivações interiores. É o que assevera.
Na peça teatral “Entre quatro paredes” (1944), Sartre pondera sobre a questão da imagem e ilustra suas idéias. Após morrer, três indivíduos vão parar no inferno. Garcin, era um homem letrado, Estelle é uma fútil burguesa que ascendeu socialmente pelo casamento, Inês é homossexual, funcionária dos correios, agressiva, admite suas culpas. Não foram parar no inferno a toa: cada um responde por um crime. Estão confinados numa sala, sem espelhos, sem necessidade de se alimentar ou de dormir, por toda eternidade. São obrigados a se ver através dos olhos dos outros; olhos esses que não teriam sido os escolhidos para se conviver. Vaidosa e egoísta é patético o desespero de Estelle por um espelho. Inês arregala os olhos para que ela possa se enxergar. Ela se vê tão pequenina... Tudo isso os incomoda bastante, pois não conseguem enganar uns aos outros por muito tempo e, aos poucos vão se constrangendo cada vez mais.
Inês tenta conquistar Estelle, que a repudia. Estelle, por sua vez, buscará a paixão de Garcin, que a ignora. Inês, interessada em Estelle, jogará um contra o outro, explicitando as faltas deploráveis de ambos; faltas essas que nenhum quer admitir. Numa convivência insuportável, Estelle, revoltada, tenta matar Inês, mas ela dá boas gargalhadas: já está morta. Garcin tenta, inutilmente, convencê-la de que não é um covarde. Não conseguindo, tenta se vingar amando Estelle diante de Inês.
Sem que possam sequer expiar suas faltas, descobrem o horror da nudez psíquica que os outros lhes evidenciam. Está revelado o verdadeiro inferno: a consciência não pode furtar-se a enfrentar outra consciência que a denuncia, por isso: “o inferno é os outros”. “Os Outros” são todos aqueles que, voluntária ou involuntariamente, revelam de nós a nós mesmos. Algumas vezes, mesmo sufocados pela indesejada presença do outro, tememos magoar, romper, ferir e, a contra-gosto, os suportamos. Uma vez que a incapacidade de compreender e aceitar as fraquezas humanas torna a convivência realmente um inferno.
Apesar de ser um existencialista ateu, Sartre, tinha alguma razão. O mundo seria melhor se não fossem “os outros”. Como seria maravilhoso se as pessoas não nos atrapalhassem! Se todas fossem iguais a nós! Ah, aquela esposa que atrapalha o marido quando deseja momentos individuais de prazer diante de uma partida de futebol! Como seriam felizes os filhos que não tivessem os pais para lhes cobrar presença e boas notas na escola. Os pais que nunca compreendem os filhos; seria o paraíso para eles se não existissem. Se não fosse aquele chefe o ambiente no trabalho seria o céu. Que maravilha seria se não existissem pastores para nos corrigir e exortar.
Sabe por que Sartre tem alguma razão quando disse que o “inferno é os outros”? Porque nós nos achamos os perfeitos. Somos os bons. As nossas palavras são a expressão da verdade, coerência, sabedoria e conhecimento. Somos o “supra-sumo”. Os outros é que são errados. No entanto, a vida poderá ser muito melhor se formos honestos conosco mesmos reconhecendo que não há como esconder aquilo que somos. Mais cedo ou mais tarde os outros denunciarão nossas fraquezas, limitações e falhas. Na medida em que acharmos que os outros estão sempre de má vontade conosco, a convivência será sempre “o inferno”.
Compreenda que você é um ser livre e pode, então, não lançar mais sua infelicidade ou fracasso às causas externas: aos pais, ao inconsciente, ao ambiente, à personalidade indomada e etc. Por outro lado, antes de querer mudar os outros tenha em mente que você precisa mudar-se primeiro. Muitas vezes não são os outros o problema, mas nós mesmos. É preciso reconhecer isso.
Leandro Menegatte
APRENDENDO A LIDAR COM AS CRÍTICAS
Na vida a oposição é inevitável. Por exemplo, Neemias tinha uma única tarefa: erguer um muro ao redor de Jerusalém. No processo dessa tarefa cada um do povo tinha um trabalho a fazer. Porém, a vontade de Deus não permitiu que o muro fosse levantado sem oposição. Seria mais comum pensar que o sucesso desse pequeno grupo de pessoas no projeto de Deus provocasse admiração, mas não foi assim. O coração daquele que sempre critica, resiste à mudança. Para ele, a mudança é uma ameaça. Em qualquer organização, os que se opõem à mudança são os mais inflexíveis. Resistem a ela e suspeitam particularmente de mudanças que levam ao progresso e ao crescimento. Foi a mudança - o crescimento – que incentivou a ira dos críticos. A crítica é destrutiva e perturbadora.
Os críticos olham constantemente para as situações de um ponto de vista humano. Eles não pensam que podem estar criticando um projeto de Deus. O mundo de hoje está tão fascinado pela exibição, pelo tamanho e pela segurança tangível que não pode imaginar Deus fazendo uma coisa impossível em meio a um grupo insignificante de pessoas.
As pessoas que veem a vida de um ponto de vista humano têm problema com projetos que exigem passos gigantescos de fé. Como cristãos, precisamos dizer a nós mesmos: “Estou de fato buscando a Deus, para ter visão, crescimento e direção, ou fico sentado, dizendo: ‘ah, vamos continuar assim, apenas suportando...’?”. Nós, que deveríamos buscar o melhor de Deus para nossa vida, devemos aprender a ter olhos abertos e a ter uma atitude positiva – não carente de discernimento, mas positiva. Nunca devemos esquecer que sempre, sempre haverá oposição. A obra deve, porém, continuar. O progresso não deve parar porque alguns criticam o plano. Lembre-se disso!
Ninguém está livre de crítica. Não espere ser diferente com você. Quando ela chegar, porém, esteja pronto para lutar contra o desânimo e preparado para atacar nos calcanhares da crítica.
[Extraído e adaptado do livro Liderança em tempos de crise, de Charles Swindoll]
Para refletir:
“Não é o crítico que conta: nem o homem que mostra onde o valente tropeçou ou quem faz a obra poderia ter feito melhor. O crédito pertence ao homem que está realmente na refrega; cujo rosto fica manchado de pó, suor e sangue; que luta bravamente; que erra e não corresponde ao esperado vez após vez, porque não existe esforço sem erro; que tenta realizar a obra; que conhece o grande entusiasmo, a grande devoção, e se entrega a uma causa digna; quem, na pior das hipóteses, mesmo que falhe, terá falhado enquanto dava tudo de si.
Muito melhor é ousar grandes coisas, obter triunfos gloriosos embora tingidos de fracasso, do que se enfileirar com aqueles pobres de ânimo que nem desfrutam nem sofrem muito porque vivem no crepúsculo cinzento que desconhece vitória ou derrota”. (discurso de Roosevelt, em 1899)
Leandro Menegatte
A UM AUSENTE
Tenho razão de sentir saudade, tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora. Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas
na hora de cair.
Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?
Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.
Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste.
Carlos Drummond de Andrade
As palavras não dizem tudo. Principalmente, quando não as conseguimos dizer. Nessas horas, o silêncio fala, mais do que as palavras. Aos nossos amigos queridos (Dalto e Vanessa), o nosso luto pela ausência, pelas horas que vão passar e acusar que estamos distantes.
AS TRÊS PENEIRAS
Um rapaz procurou Sócrates e lhe disse que precisava contar algo sobre alguém. Sócrates ergueu os olhos do livro que lia e perguntou:
__ O que você vai contar já passou pelas três peneiras?
__ Três peneiras?
__ Sim. A primeira é a verdade. O que você quer contar dos outros é um fato? Caso tenha ouvido falar, a coisa deve morrer por aí mesmo. Suponhamos que seja verdade. Deve antes passar pela segunda peneira: a bondade. O que você vai contar é coisa boa? Ajuda a construir a fama do próximo? Se o que você quer contar é verdade, e coisa boa, deverá ainda passar pela terceira peneira: a necessidade. Convém contar? Resolve alguma coisa? Ajuda alguém? Melhora alguma coisa?
E arrematou Sócrates:
__ Se passar pelas três peneiras, conte! Tanto eu quanto você e os outros iremos nos beneficiar. Caso contrário, esqueça e enterre tudo. Será uma fofoca a menos para envenenar o ambiente e fomentar a discórdia entre irmãos, amigos e colegas. Devemos ser sempre a estação terminal de qualquer comentário infeliz.
“Os sábios escondem a sabedoria,
mas a boca do tolo é uma destruição”
Provérbios 10.14
autor desconhecido
CELEBRANDO O AMOR - PARTE 4
Hoje encerro as reflexões sobre o tema “Celebrando o amor”. No entanto, isso não significa que as reflexões terminaram. Pelo contrário, agora aumenta mais ainda nossa responsabilidade como cristãos. Pois uma vez que refletimos, somos desafiados por Deus a praticarmos o amor como bons cristãos que somos.
O amor é algo tão sério e importante que foi o motivador de Deus a nos salvar. É tão bom que sempre nos sentimos bem quando somos amados. Nos sentimos em paz quando estamos certos de que demonstramos o amor cristão. O amor nutre e transforma relações, por isso falamos em perdão. A sua falta resulta em tragédia, escravidão, tristeza e reprovação da parte de Deus. O amor é necessário porque somente ele nos fará responsável pelo bem-estar do outro. Por querer proporcionar à pessoa amada uma grande alegria. À pessoa debilitada a força necessária para vencer as dificuldades, pecados, etc. O amor deve ser compartilhado com todos: os da igreja e os de fora também.
O mundo diz: “Vingue-se!”. Jesus diz: “Ame seu inimigo”. Pessoas maldosas falam mal, mentem e caluniam. Jesus ensina: “Bendiga os que o maldizem... Vença o mal com o bem...”. Portanto, quero lhe dar um conselho: AME SEMPRE. Nem sempre a vida com Jesus é natural, muitas vezes é sobrenatural. A nossa espiritualidade é medida pelo amor que temos para com o nosso semelhante. Comece a praticar o amor de uma forma mais completa. Se você tem dificuldades em amar e perdoar peça a Deus que lhe ajude e converse com seu pastor que estará sempre pronto a lhe ouvir e ajudar. Mas lembre-se sempre: O AMOR ENTRE NÓS É QUE FARÁ COM QUE AS PESSOAS QUEIRAM VIR A JESUS.
Leandro Menegatte
TESTE DE CONFIANÇA
CELEBRANDO O AMOR - A ARTE NOS RELACIONAMENTOS
Não há dúvidas que relacionamento é uma arte e nós os artistas. E nessa arte nos deparamos com situações conflitantes, ora porque não conseguimos, muitas vezes, nos comunicar adequadamente, ora porque nem sempre concordamos com o outro. Nessa esfera há ocasiões onde não usamos bem as palavras. Dizemos coisas que não precisavam ser ditas, e o outro se sente ferido. Por outro lado também podemos dizer coisas que precisam ser ditas, mas, mesmo assim, pessoas se sentem chocadas ou melindradas. E há ocasiões que dizemos nada, mas, mesmo assim, alguns se sentem mal pelas nossas atitudes ou somente por saber que pensamos diferente.
Assim entramos num terreno pedregoso e desnivelado onde nem sempre sabemos como poderemos agir adequadamente a fim de que as pessoas se sintam bem ao se relacionarem conosco. Nesta esfera do comportamento humano onde todos são diferentes, em todos os sentidos, precisamos de um padrão que nos auxilie nos relacionamentos. Na Bíblia sabemos que Jesus se preocupou em dedicar o maior tempo possível às pessoas. Ele sabia que Deus quer que nos relacionemos bem, mesmo sendo tão diferentes e tão difíceis. Todo o ser humano possui a necessidade de ser amado, admirado e sentir-se especial.
Portanto, na Bíblia o padrão para os relacionamentos é o amor. Pois quando amamos colocamos as pessoas acima das nossas diferenças porque cada um é um ser especial. Quando amamos rejeitamos sim as falhas, mas a pessoa que as comete queremos do nosso lado. Quando amamos sentimos a necessidade de perdoar e sentirmos perdoados. Quando amamos não usamos as palavras para ferir, mas mesmo se isso acontecer tratamos das feridas com perdão. Enfim, vamos juntos, queridos, vencer as nossas diferenças, amando. Não deixemos de nos relacionar afetivamente. Vamos nutrir nossos relacionamentos pelo amor.
Leandro Menegatte
CELEBRANDO O AMOR - PARTE 2
"Alegre-se com quem se alegra e chore com os que choram.
O amor seja vivido sem hipocrisia (máscaras)..." (Rm 12.15,10b)
Em todas as relações humanas envolvemos sentimentos que nos aproximam ou afastam das outras pessoas. Às vezes somos levados a enxergar além dos clichês relacionais ("Olá, como vai?") que todos insistimos em usar somente por educação. Este sentimento nos leva a perceber que a outra pessoa precisa de ajuda, precisa de um amigo que possa parar alguns momentos para ouvir, partilhar a carga. O mais interessante é que muita gente seria ajudada pelo simples fato de alguém se achegar demonstrando que notou algo errado, o problema que está afligindo, e que gostaria de ajudar de alguma forma.
A Bíblia nos ensina que o amor traz benefícios tremendos às relações interpessoais em qualquer lugar e ocasião, desde o casamento e a vida em família até o ambiente de trabalho e eclesiástico. É bom ver pessoas que já compreenderam este princípio, entendendo que as pessoas têm prioridade sobre as coisas e que demonstrações de amor em seus relacionamentos acrescentam um tipo de realização que nenhum bem material pode trazer. Os que amam são pessoas que encaram a vida e as situações de maneira mais humana e que pela simples ação de amar aliviam tensões e estresses.
Quero deixar um desafio a você. Que tal voltar agora para seu ambiente de trabalho, família e igreja e, em silêncio, por um minuto, encarar as pessoas como gente que tem necessidades, e que vive traumas, e que você bem pode ajudar a curar. Depois procure levar uma palavra de conforto a alguém que você sente que mais necessita. Deus ajudará você nesta tarefa especial. Tornar-se amigo nas horas de tristeza (e de alegria também), como a Bíblia nos recomenda, pode abrir portas de relacionamento e amizade que você nunca sonhou ter! O que está esperando? Comece agora mesmo!
Leandro Menegatte
CELEBRANDO O AMOR - PARTE 1
“Porque o amor de Deus é derramado em nossos corações pelo Espírito Santo, que nos foi dado”. Rm 5.5b
É sempre oportuno falar do amor como produto da ação do Espírito Santo de Deus em nós. A humanidade hoje não sabe o real significado do amor. Para ela amor está ligado a sexualidade. É algo descartável ou que se esgota. Mas para nós é a revelação de Deus. É doação. É entrega. Visa o bem-estar da pessoa amada. Somente aqueles que conhecem a Deus sabem disso. Desta forma o mundo não precisa mais ouvir sobre o amor - até porque ele está desacreditado. A sociedade sem Cristo não consegue expressá-lo por não conhecê-lo.
Não adianta culto repleto de pessoas. Igreja bem organizada. Tudo funcionando perfeitamente. Isso não é sinal de saúde. A saúde de uma igreja é medida pelo amor. Uma igreja que ama é uma igreja viva, saudável. Pois o amor transforma relações. Restaura a alma. Cura feridas do passado e do presente. Aponta para o perdão. Transforma a morte em vida. Compartilha misericórdia. Faz com que um se senta parte do outro. Faz crescer um com o outro. Segundo Christian A. Schwarz: “Amor é uma ação consciente, criativa e incondicional de me voltar para uma pessoa com o propósito de, em nome de Jesus, ajudá-la ou causar-lhe uma alegria”.
No entanto, é preciso dizer que esse é o amor de Deus derramado no coração pelo Espírito Santo. Você já experimentou o amor de Deus na vida e, portanto, é capaz de decidir amar a qualquer pessoa. Você sabe a importância que o amor tem em sua vida. Compartilhe-o com outros. Celebre o amor que é a grande dádiva divina. Transforme as relações. Crie em sua igreja um ambiente marcado pelo amor fraternal. A maior forma de celebrar o amor é amando. Então, faça isto!
Leandro Menegatte
A REDESCOBERTA DO OUTRO
O homem estava ferido, abandonado à beira do caminho quando foi visto por um sacerdote e por um levita, mas que passaram pelo outro lado. Não quiseram assumir um compromisso de vida com aquele assaltado dispensando-lhe os cuidados necessários. Aquele homem estava morrendo, mas não se importaram. Até que um samaritano ao avistá-lo cuidou dele até que fosse sarado, não medindo esforço nem recursos para a sua cura. A Bíblia diz que estava “quase morto”.
Redescobrir o outro é perceber suas debilidades, deficiências e enfermidades. Nelas concluir que o outro é normal mesmo que não pareça. São gente como nós cheio de crises, defeitos e todos desesperados pela graça de Deus. Pessoas normais são cheia de crises, dúvidas, angústias, enfermidades físicas ou emocionais. E é na prática do amor do outro que cada um de nós é capaz de viver. No amor encontram-se forças depois que a vida lhes assaltou o deixando quase morto. No amor o outro volta a viver novamente. Agora, precisamos redescobrir o outro. Mas como fazer isso? Se não tomarmos algumas atitudes viveremos isolados, perguntando como o doutor da Lei: “Quem é o meu próximo?”.
Leandro Menegatte







