REFLEXÃO
A GRANDEZA DO PERDÃO
HISTÓRIA DE UM NASCIMENTO: NASCIMENTO DA "ALEGRIA PLENA"
NOVIDADES NO BLOG
Como vão queridos, leitores?
É com imensa satisfação que estou trabalhando numa melhor aparência e maiores recursos no blog para melhor serví-los. Podem perceber que nem todos os recursos estão disponíveis, mas brevemente estarão.
Será sempre um prazer tê-los comigo.
Um forte abraço.
Pr. Leandro Menegatte
QUE ALEGRIA NESTES DIAS...
AS 95 TESES DE MARTINHO LUTERO
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Movido pelo amor e pelo empenho em prol do esclarecimento da verdade discutir-se-á em Wittemberg, sob a presidência do Rev. padre Martinho Lutero, o que segue. Aqueles que não puderem estar presentes para tratarem o assunto verbalmente conosco, o poderão fazer por escrito.
Em nome de nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.
1ª Tese Dizendo nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo: Arrependei-vos...., certamente quer que toda a vida dos seus crentes na terra seja contínuo arrependimento.
2ª Tese E esta expressão não pode e não deve ser interpretada como referindo-se ao sacramento da penitência, isto é, à confissão e satisfação, a cargo do ofício dos sacerdotes.
3ª Tese Todavia não quer que apenas se entenda o arrependimento interno; o arrependimento interno nem mesmo é arrependimento quando não produz toda sorte de modificações da carne.
4ª Tese Assim sendo, o arrependimento e o pesar, isto é, a verdadeira penitência, perdura enquanto o homem se desagradar de si mesmo, a saber, até a entrada desta para a vida eterna.
5ª Tese O papa não quer e não pode dispensar outras penas, além das que impôs ao seu alvitre ou em acordo com os cânones, que são estatutos papais.
6ª Tese O papa não pode perdoar divida senão declarar e confirmar aquilo que Já foi perdoado por Deus; ou então faz nos casos que lhe foram reservados. Nestes casos, se desprezados, a dívida deixaria de ser em absoluto anulada ou perdoada.
7ª Tese Deus a ninguém perdoa a dívida sem que ao mesmo tempo o subordine, em sincera humildade, ao sacerdote, seu vigário.
8ª Tese Canones poenitendiales, que não as ordenanças de prescrição da maneira em que se deve confessar e expiar, apenas aio Impostas aos vivos, e, de acordo com as mesmas ordenanças, não dizem respeito aos moribundos.
9ª Tese Eis porque o Espírito Santo nos faz bem mediante o papa, excluído este de todos os seus decretos ou direitos o artigo da morte e da necessidade suprema
10ª Tese Procedem desajuizadamente e mal os sacerdotes que reservam e impõem aos moribundos poenitentias canonicas ou penitências para o purgatório a fim de ali serem cumpridas.
11ª Tese Este joio, que é o de se transformar a penitência e satisfação, Previstas pelos cânones ou estatutos, em penitência ou penas do purgatório, foi semeado quando os bispos se achavam dormindo.
12ª Tese Outrora canonicae poenae, ou sejam penitência e satisfação por pecadores cometidos eram impostos, não depois, mas antes da absolvição, com a finalidade de provar a sinceridade do arrependimento e do pesar.
13ª Tese Os moribundos tudo satisfazem com a sua morte e estão mortos para o direito canônico, sendo, portanto, dispensados, com justiça, de sua imposição.
14ª Tese Piedade ou amor Imperfeitos da parte daquele que se acha às portas da morte necessariamente resultam em grande temor; logo, quanto menor o amor, tanto maior o temor.
15ª Tese Este temor e espanto em si tão só, sem falar de outras cousas, bastam para causar o tormento e o horror do purgatório, pois que se avizinham da angústia do desespero.
16ª Tese Inferno, purgatório e céu parecem ser tão diferentes quanto o são um do outro o desespero completo, incompleto ou quase desespero e certeza.
17ª Tese Parece que assim como no purgatório diminuem a angústia e o espanto das almas, nelas também deve crescer e aumentar o amor.
18ª Tese Bem assim parece não ter sido provado, nem por boas ações e nem pela Escritura, que as almas no purgatório se encontram fora da possibilidade do mérito ou do crescimento no amor.
19ª Tese Ainda parece não ter sido provado que todas as almas do purgatório tenham certeza de sua salvação e não receiem por ela, não obstante nós termos absoluta certeza disto.
20ª Tese Por isso o papa não quer dizer e nem compreende com as palavras “perdão plenário de todas as penas” que todo o tormento é perdoado, mas as penas por ele impostas.
21ª Tese Eis porque erram os apregoadores de indulgências ao afirmarem ser o homem perdoado de todas as penas e salvo mediante a indulgência do papa.
22ª Tese Pensa com efeito, o papa nenhuma pena dispensa às almas no purgatório das que segundo os cânones da Igreja deviam ter expiado e pago na presente vida.
23ª Tese Verdade é que se houver qualquer perdão plenário das penas, este apenas será dado aos mais perfeitos, que são muito poucos.
24ª Tese Assim sendo, a maioria do povo é ludibriada com as pomposas promessas do indistinto perdão, impressionando-se o homem singelo com as penas pagas.
25ª Tese Exatamente o mesmo poder geral, que o papa tem sobre o purgatório, qualquer bispo e cura d'almas o tem no seu bispado e na sua paróquia, quer de modo especial e quer para com os seus em particular.
26ª Tese O papa faz muito bem em não conceder às almas o perdão em virtude do poder das chaves (ao qual não possui), mas pela ajuda ou em forma de intercessão.
27ª Tese Pregam futilidades humanas quantos alegam que no momento em que a moeda soa ao cair na caixa a alma se vai do purgatório.
28ª Tese Certo é que no momento em que a moeda soa na caixa vêm o lucro e o amor ao dinheiro cresce e aumenta; a ajuda, porém, ou a intercessão da Igreja tão só correspondem à vontade e ao agrado de Deus.
29ª Tese E quem sabe, se todas as almas do purgatório querem ser libertadas, quando há quem diga o que sucedeu com Santo Severino e Pascoal.
30ª Tese Ninguém tem certeza da suficiência do seu arrependimento e pesar verdadeiros; muito menos certeza pode ter de haver alcançado pleno perdão dos seus pecados.
31ª Tese Tão raro como existe alguém que possui arrependimento e, pesar verdadeiros, tão raro também é aquele que verdadeiramente alcança indulgência, sendo bem poucos os que se encontram.
32ª Tese Irão para o diabo juntamente com os seus mestres aqueles que julgam obter certeza de sua salvação mediante breves de indulgência.
33ª Tese Há que acautelasse muito e ter cuidado daqueles que dizem: A indulgência do papa é a mais sublime e mais preciosa graça ou dadiva de Deus, pela qual o homem é reconciliado com Deus.
34ª Tese Tanto assim que a graça da indulgência apenas se refere à pena satisfatória estipulada por homens.
35ª Tese Ensinam de maneira ímpia quantos alegam que aqueles que querem livrar almas do purgatório ou adquirir breves de confissão não necessitam de arrependimento e pesar.
36ª Tese Todo e qualquer cristão que se arrepende verdadeiramente dos seus pecados, sente pesar por ter pecado, tem pleno perdão da pena e da dívida, perdão esse que lhe pertence mesmo sem breve de indulgência.
37ª Tese Todo e qualquer cristão verdadeiro, vivo ou morto, é participante de todos os bens de Cristo e da Igreja, dádiva de Deus, mesmo sem breve de indulgência.
38ª Tese Entretanto se não deve desprezar o perdão e a distribuição por parte do papa. Pois, conforme declarei, o seu perdão constitui uma declaração do perdão divino.
39ª Tese É extremamente difícil, mesmo para os mais doutos teólogos, exaltar diante do povo ao mesmo tempo a grande riqueza da indulgência e ao contrário o verdadeiro arrependimento e pesar.
40ª Tese O verdadeiro arrependimento e pesar buscam e amam o castigo: mas a profusão da indulgência livra das penas e faz com que se as aborreça, pelo menos quando há oportunidade para isso.
41ª Tese É necessário pregar cautelosamente sobre a indulgência papal para que o homem singelo não julgue erroneamente ser a indulgência preferível às demais obras de caridade ou melhor do que elas.
42ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos, não ser pensamento e opinião do papa que a aquisição de indulgência de alguma maneira possa ser comparada com qualquer obra de caridade.
43ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos proceder melhor quem dá aos pobres ou empresta aos necessitados do que os que compram indulgências.
44ª Tese Ê que pela obra de caridade cresce o amor ao próximo e o homem torna-se mais piedoso; pelas indulgências, porém, não se torna melhor senão mais seguro e livre da pena.
45ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos que aquele que vê seu próximo padecer necessidade e a despeito disto gasta dinheiro com indulgências, não adquire indulgências do papa. mas provoca a ira de Deus.
46ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos que, se não tiverem fartura , fiquem com o necessário para a casa e de maneira nenhuma o esbanjem com indulgências.
47ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos, ser a compra de indulgências livre e não ordenada
48ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos que, se o papa precisa conceder mais indulgências, mais necessita de uma oração fervorosa do que de dinheiro.
49ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos, serem muito boas as indulgências do papa enquanto o homem não confiar nelas; mas muito prejudiciais quando, em conseqüência delas, se perde o temor de Deus.
50ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos que, se o papa tivesse conhecimento da traficância dos apregoadores de indulgências, preferiria ver a catedral de São Pedro ser reduzida a cinzas a ser edificada com a pele, a carne e os ossos de suas ovelhas.
51ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos que o papa, por dever seu, preferiria distribuir o seu dinheiro aos que em geral são despojados do dinheiro pelos apregoadores de indulgências, vendendo, se necessário fosse, a própria catedral de São Pedro.
52º Tese Comete-se injustiça contra a Palavra de Deus quando, no mesmo sermão, se consagra tanto ou mais tempo à indulgência do que à pregação da Palavra do Senhor.
53ª Tese São inimigos de Cristo e do papa quantos por causa da prédica de indulgências proíbem a Palavra de Deus nas demais igrejas.
54ª Tese Esperar ser salvo mediante breves de indulgência é vaidade e mentira, mesmo se o comissário de indulgências, mesmo se o próprio papa oferecesse sua alma como garantia.
55ª Tese A intenção do papa não pode ser outra do que celebrar a indulgência, que é a causa menor, com um sino, uma pompa e uma cerimônia, enquanto o Evangelho, que é o essencial, importa ser anunciado mediante cem sinos, centenas de pompas e solenidades.
56ª Tese Os tesouros da Igreja, dos quais o papa tira e distribui as indulgências, não são bastante mencionados e nem suficientemente conhecido na Igreja de Cristo.
57ª Tese Que não são bens temporais, é evidente, porquanto muitos pregadores a estes não distribuem com facilidade, antes os ajuntam.
58ª Tese Tão pouco são os merecimentos de Cristo e dos santos, porquanto estes sempre são eficientes e, independentemente do papa, operam salvação do homem interior e a cruz, a morte e o inferno para o homem exterior.
59ª Tese São Lourenço aos pobres chamava tesouros da Igreja, mas no sentido em que a palavra era usada na sua época.
60ª Tese Afirmamos com boa razão, sem temeridade ou leviandade, que estes tesouros são as chaves da Igreja, a ela dado pelo merecimento de Cristo.
61ª Tese Evidente é que para o perdão de penas e para a absolvição em determinados casos o poder do papa por si só basta.
62ª Tese O verdadeiro tesouro da Igreja é o santíssimo Evangelho da glória e da graça de Deus.
63ª Tese Este tesouro, porém, é muito desprezado e odiado, porquanto faz com que os primeiros sejam os últimos.
64ª Tese Enquanto isso o tesouro das indulgências é sabiamente o mais apreciado, porquanto faz com que os últimos sejam os primeiros.
65ª Tese Por essa razão os tesouros evangélicos outrora foram as redes com que se apanhavam os ricos e abastados.
66ª Tese Os tesouros das indulgências, porém, são as redes com que hoje se apanham as riquezas dos homens.
67ª Tese As indulgências apregoadas pelos seus vendedores como a mais sublime graça decerto assim são consideradas porque lhes trazem grandes proventos.
68ª Tese Nem por isso semelhante indigência não deixa de ser a mais Intima graça comparada com a graça de Deus e a piedade da cruz.
69ª Tese Os bispos e os sacerdotes são obrigados a receber os comissários das indulgências apostólicas com toda a reverência-
70ª Tese Entretanto têm muito maior dever de conservar abertos olhos e ouvidos, para que estes comissários, em vez de cumprirem as ordens recebidas do papa, não preguem os seus próprios sonhos.
71ª Tese Aquele, porém, que se insurgir contra as palavras insolentes e arrogantes dos apregoadores de indulgências, seja abençoado.
72ª Tese Quem levanta a sua voz contra a verdade das indulgências papais é excomungado e maldito.
73ª Tese Da mesma maneira em que o papa usa de justiça ao fulminar com a excomunhão aos que em prejuízo do comércio de indulgências procedem astuciosamente.
74ª Tese Muito mais deseja atingir com o desfavor e a excomunhão àqueles que, sob o pretexto de indulgência, prejudiquem a santa caridade e a verdade pela sua maneira de agir.
75ª Tese Considerar as indulgências do papa tão poderosas, a ponto de poderem absolver alguém dos pecados, mesmo que (cousa impossível) tivesse desonrado a mãe de Deus, significa ser demente.
78 ª Tese Bem ao contrario, afirmamos que a indulgência do papa nem mesmo o menor pecado venial pode anular o que diz respeito à culpa que constitui.
77ª Tese Dizer que mesmo São Pedro, se agora fosse papa, não poderia dispensar maior indulgência, significa blasfemar S. Pedro e o papa.
78ª Tese Em contrario dizemos que o atual papa, e todos os que o sucederam, é detentor de muito maior indulgência, isto é, o Evangelho, as virtudes o dom de curar, etc., de acordo com o que diz 1Coríntios 12.
79ª Tese Afirmar ter a cruz de indulgências adornada com as armas do papa e colocada na igreja tanto valor como a própria cruz de Cristo, é blasfêmia.
80ª Tese Os bispos, padres e teólogos que consentem em semelhante linguagem diante do povo, terão de prestar contas deste procedimento.
81ª Tese Semelhante pregação, a enaltecer atrevida e insolentemente a Indulgência, faz com que mesmo a homens doutos é difícil proteger a devida reverência ao papa contra a maledicência e as fortes objeções dos leigos.
82 ª Tese Eis um exemplo: Por que o papa não tira duma só vez todas as almas do purgatório, movido por santíssima' caridade e em face da mais premente necessidade das almas, que seria justíssimo motivo para tanto, quando em troca de vil dinheiro para a construção da catedral de S. Pedro, livra um sem número de almas, logo por motivo bastante Insignificante?
83ª Tese Outrossim: Por que continuam as exéquias e missas de ano em sufrágio das almas dos defuntos e não se devolve o dinheiro recebido para o mesmo fim ou não se permite os doadores busquem de novo os benefícios ou pretendas oferecidos em favor dos mortos, visto' ser Injusto continuar a rezar pelos já resgatados?
84ª Tese Ainda: Que nova piedade de Deus e dó papa é esta, que permite a um ímpio e inimigo resgatar uma alma piedosa e agradável a Deus por amor ao dinheiro e não resgatar esta mesma alma piedosa e querida de sua grande necessidade por livre amor e sem paga?
85ª Tese Ainda: Por que os cânones de penitencia, que, de fato, faz muito caducaram e morreram pelo desuso, tornam a ser resgatados mediante dinheiro em forma de indulgência como se continuassem bem vivos e em vigor?
86ª Tese Ainda: Por que o papa, cuja fortuna hoje é mais principesca do que a de qualquer Credo, não prefere edificar a catedral de S. Pedro de seu próprio bolso em vez de o fazer com o dinheiro de fiéis pobres?
87ª Tese Ainda: Quê ou que parte concede o papa do dinheiro proveniente de indulgências aos que pela penitência completa assiste o direito à indulgência plenária?
88ª Tese Afinal: Que maior bem poderia receber a Igreja, se o papa, como Já O faz, cem vezes ao dia, concedesse a cada fiel semelhante dispensa e participação da indulgência a título gratuito.
89ª Tese Visto o papa visar mais a salvação das almas do que o dinheiro, por que revoga os breves de indulgência outrora por ele concedidos, aos quais atribuía as mesmas virtudes?
90ª Tese Refutar estes argumentos sagazes dos leigos pelo uso da força e não mediante argumentos da lógica, significa entregar a Igreja e o papa a zombaria dos inimigos e desgraçar os cristãos.
91ª Tese Se a Indulgência fosse apregoada segundo o espírito e sentido do papa, aqueles receios seriam facilmente desfeitos, nem mesmo teriam surgido.
92ª Tese Fora, pois, com todos estes profetas que dizem ao povo de Cristo: Paz! Paz! e não há Paz.
93ª Tese Abençoados sejam, porém, todos os profetas que dizem à grei de Cristo: Cruz! Cruz! e não há cruz.
94ª Tese Admoestem-se os cristãos a que se empenhem em seguir sua Cabeça Cristo através do padecimento, morte e inferno.
95ª Tese E assim esperem mais entrar no Reino dos céus através de muitas tribulações do que facilitados diante de consolações infundadas.
NOTÍCIAS
Caros leitores do Consciência e Fé, estamos vivendo uma nova etapa. Nos mudamos para a cidade de União da Vitória onde assumi o pastorado da Primeira Igreja Batista. Nesse processo de mudança e adaptação, tivemos dificuldades em atualizar o blog. Quero nesse momento de visita a uma "lan house" poder esclarecer esse fato. Assim, o Consciência e Fé estará desatualizado durante algum tempo. Esperamos que seja breve. Assim que tudo estiver resolvido você será comunicado.
Agradeço por ter você conosco. E tudo o que fazemos no Consciência e Fé visa abençoar sua vida e ajudá-lo em sua caminhada cristã.
Deus abençoe você.
Pr. Leandro Menegatte
ROMPIMENTO
Sabem, o mundo parece muito diferente visto daqui.
Quando vocês pensam que conhecem uma coisa devem
olhá-la de outra maneira,
mesmo que isto pareça tolo ou errado.
Ao ler, não considerem apenas o que o autor pensa,
mas também o que vocês pensam.
Rapazes, vocês precisam se esforçar para achar
a sua própria voz, porque quanto mais esperarem para começar,
menor será a probabilidade de achá-la.
Thoreau disse: ‘A maioria dos homens leva vidas de desespero silencioso’.
Não se resignem com isso. Rompam!!!
Não andem por aí como pequenos roedores... Olhem a sua volta!
Tenham ousadia para investigar e achar novos territórios”.
Personagem de Robin Willians no filme
A Sociedade dos Poetas Mortos
“CAIR NO ESPÍRITO”? QUE HISTÓRIA É ESSA?
Há alguns textos que a corrente do “cair no Espírito” se utiliza com o intuito de comprovar a veracidade da doutrina. Aqui vamos analisar esses textos, a descrição desse evento e buscar uma refutação bíblica como comprovação de que esse evento não passa de doutrina estranha e antibíblica.
• O primeiro texto é o de Ezequiel 1.28: na experiência de Ezequiel no seu encontro com o Senhor o verso diz: “...vendo isto caí com o rosto em terra...”. Essa expressão é utilizada para afirmar que Ezequiel, nesse momento, “caiu no Espírito”. Vejamos: desde o verso 22 do mesmo capítulo, Ezequiel vem narrando a forma com que o Senhor se revelou a ele. Está claro no texto que a grandiosidade, a majestade, o poder de Deus apareceu de uma forma que não deixou dúvidas para Ezequiel que esse que se revelara é o grande Deus (v.28b: “Esta era a aparência da glória do Senhor...”). Na continuidade do verso a expressão: “...caí com o rosto em terra”, na verdade, está expressando a reverência de Ezequiel à Deus que se autorevelou ao profeta. É somente isso!
• O segundo texto é Daniel 10.7-9: no verso 9 encontramos “caí sem sentidos, rosto em terra.”. Esse texto deve ser interpretado literalmente se considerarmos o contexto dos versos. Ao lermos todo o capítulo 10 percebemos que essa expressão está dentro do contexto de abatimento físico e, portanto, significa desmaio. É como se Daniel tivesse dizendo: “desmaiei com o rosto em terra”. Veja se não é isso: no verso 1 quando Deus apresenta a visão à Daniel, a visão “envolvia grande conflito” (v.1), ou seja, Deus estava revelando algo terrível que aconteceria no futuro na vida do povo. Quando chega no verso 7, embora os homens que acompanhavam Daniel não tivessem a visão, “caiu” sobre eles grande medo e fugiram (v.7) tal era a presença de Deus. Não obstante, Daniel teve o mesmo medo, mas vendo as revelações de Deus e contemplando o poder de Deus. A pressão espiritual, emocional e psicológica foi tão grande que Daniel sentiu no seu físico. O verso 8 nos mostra: “...não restou força em mim; o meu rosto mudou de cor e se desfigurou, e não tive força alguma.”, como consequência, desmaiou. Por isso, a expressão “caí sem sentidos, rosto em terra”.
Quando você está em uma situação que gera medo como: um assalto, uma notícia trágica sobra sua vida e etc..., as suas forças vão embora, não é? Você sente um frio na barriga, fica tonto, a pressão arterial abaixa ou sobe, não é mesmo? Por que com Daniel seria diferente?
• O terceiro texto é Atos 9 quando narra a conversão de Saulo. No verso 3 a Bíblia nos diz que ele estava à caminho de Damasco quando viu uma luz do céu e caiu. Esse cair foi no Espírito? Claro que não! O verso 4 diz “e, caindo por terra...”, não significa que caiu no Espírito porque estava montado num cavalo, logo com o susto caiu no chão; tanto que no verso 6 o Senhor o manda levantar do chão. Ou seja, ele caiu mesmo foi do cavalo. Outro argumento: se o “cair no Espírito” é para crentes como explicar Saulo, que nesse momento ainda não tinha se convertido, tenha tido essa experiência. No texto veremos que ele só se converte ao Senhor depois de se levantar.
• O quarto texto é Apocalipse 1.17 que também é interpretado erroneamente. O texto diz “Quando o vi, caí a seus pés como morto.”. Primeiro o texto não diz que João caíra no Espírito. Somente diz que caiu a seus pés (aos pés do Senhor). É mais do que claro que esse é um sinal de reverência diante da majestade e poder do Senhor que se autorevelara à João. A expressão “como morto” apenas estabelece uma comparação (veja a utilização da conjunção “como”); ou seja, o que o texto está querendo dizer é que como Deus é tão poderoso e majestoso que quando estou na sua presença não represento alguma coisa, ou Deus é tão poderoso que se compará-lo comigo eu não existo, estou morto. Logo, esse verso não serve para se defender a ideia do “cair no Espírito”, até porque não há na Bíblia qualquer referência para esse ensino falso.
Diante disso podemos concluir:
1.º) Qualquer texto utilizado fora do seu contexto é apenas pretexto para defender ideias erradas que caracterizam heresias.
2.º) A doutrina sobre o “cair no Espírito” é equivocada por dois motivos:
a) Não há na Bíblia comprovações da veracidade dessa doutrina; pelo contrário, na Bíblia só vemos o Senhor le-vantando as pessoas (Lc 7.14; 21.28; At 9.6), vemos que o Senhor quer sobriedade (I Tes 5.6; II Tm 4.5; Tt 1.8;I Pe 1.13; 4.7; 5.8), encontramos ordem para que sejamos cheios do Espírito (Rm 15.13; Ef 5.18);
b) Quando olhamos para os exemplos do “cair no Espírito” verificamos:
• quando há essas manifestações nas igrejas que defendem a ideia, geralmente as pessoas “caem” no Espírito depois do pastor da igreja soprar sobre elas, ou seja, é uma “transferência” de Espírito. Isso nós não encontramos na Bíblia; pelo contrário, a espiritualidade é individual e buscada na individualidade (“Enchei-vos do Espíri-to” – Ef. 5.18);
• e, também, quando vemos esse evento ocorrendo verificamos que as pessoas entram em transe e perdem o domínio sobre suas mentes. Deus quer sobriedade (I Tes 5.6);
• por outro lado, esse tipo de transferência só encontramos em seitas espíritas que, inclusive, o espírito humano pode sair do seu corpo.
Portanto, antes mesmos de defender ou acreditar em qualquer manifestação como sendo de Deus, é preciso avaliar tais manifestações, doutrinas ou ensinamentos à luz do que se diz na Bíblia. Experiências não podem reduzir a Bíblia como se ela fosse insuficiente para determinar o que pode ou não pode ser aceito como prática religiosa. Também não afirmo que os adeptos do “cair no Espírito” sejam enganadores; apenas afirmo que usar a Bíblia para dizer que tal prática pode ser usada é no mínimo a demonstração de que a Bíblia não é, de fato, conhecida.
Por isso, acredito, não devemos criar nem praticar doutrinas humanas, mas sim, aquelas que já estão claras na Palavra de Deus. É isso que precisamos! É disso que o mundo precisa! Quando a igreja vive pela Palavra, resgata o sentido fundamental do viver em e por Cristo, na Palavra, não gera dúvidas ou escândalos, mas tão somente honra a Cristo e o glorifica. Que sejamos esses.
PR. LEANDRO MENEGATTE
A LOJA DE DEUS
Entrei e vi um anjo no balcão. Maravilhado disse:
- Anjo do Senhor, o que vendes? – Respondeu-me:
- Todos os dons de Deus!
- Custa muito caro?
- Não. Tudo é de graça.
Contemplei a loja e vi jarros e vidros de fé, pacotes de esperança, caixinhas de sabedoria e salvação... Bastante acanhado, tomei coragem e pedi:
- Por favor, quero muito amor de Deus, todo perdão d’Ele, um vidro de fé, bastante felicidade e salvação para mim e toda a minha família.
Então o anjo do Senhor, muito atencioso preparou-me um pequeno embrulho, pequenino, cabia na palma da minha mão. Eu, maravilhado, mas muito desconfiado perguntei-lhe:
- É possível tudo aqui? – Respondeu-me sorrindo:
- Meu querido, na loja de Deus não tem os frutos, apenas sementes...
(AUTOR DESCONHECIDO)
Querido, muitas vezes queremos a coisa pronta. Mas na verdade tudo tem o seu preço. O preço do trabalho e da dedicação. Portanto, se você deseja ser compreendido pelas pessoas, as compreenda primeiro. Se você quer ser amado, comece a amar aos outros.
PR. LEANDRO MENEGATTE
ALMA DE PASTOR
Hoje se comemora o Dia do Pastor. Ele é chamado de pastor porque tem a incumbência de cuidar do rebanho composto por aqueles que creem no Senhor Jesus como único salvador. No entanto, há na Bíblia outros títulos referentes às várias facetas do pastorado. É chamado de ministro para manter permanentemente atitude e postura equilibrada, serena, sóbria, competente, discreta, poderosa e séria na defesa da fé e no testemunho de vida piedosa e cristã, tanto no planejamento quanto na condução espiritual, social e material do povo. É profeta porque é enviado para proclamar as verdades de Deus e denunciar os perigos e pecados que rondam suas ovelhas. É pregador e mestre com o dever de proclamar o Evangelho de Cristo, de admoestar na sã doutrina, convencer e educar os contrários, opositores e indiferentes. É o Anjo da igreja porque é o portador da mensagem de Deus para todas as pessoas. É o bispo ou administrador porque tem sob sua responsabilidade administrar, juntamente com os obreiros, a igreja.
Pastor porque cuida da igreja do Senhor à semelhança de um pastor de ovelhas cuidando do rebanho. Orienta, conduz às fontes de água e de alimento, defende contra os predadores, contra toda a sorte de perigos e intempéries, inclusive com vacinas para imunizá-las contra doenças. Quando feridas, ele pinça os ferimentos. O pastor vela pelo rebanho e pelas ovelhas individualmente. Ora com elas e por elas. Está permanentemente em estado de alerta, na defesa das ovelhas que estão sob o seu cuidado. Ele não as abandona em nenhuma circunstância. O título é simbólico, mas de total semelhança e aplicabilidade.
São diferentes títulos para o mesmo ofício. Todos convergem para um mesmo lugar: a alma de pastor. Ela está em sintonia com a vontade de Deus. Ela é submissa ao Deus-Pai, Deus-Filho e Deus-Espírito Santo para realizar, entre as ovelhas, a continuidade do Ministério do Senhor Jesus. E é essa alma que desejo ter a cada dia.
A LIÇÃO DO CACHORRINHO
OS TRÊS ÚLTIMOS DESEJOS DE ALEXANDRE, O GRANDE
Dizem que estes foram os 3 últimos desejos de Alexandre, o Grande:
1. Que seu caixão fosse transportado pelas mãos dos médicos da época;
2. Que fosse espalhado no caminho até seu túmulo os seus tesouros conquistados como prata, ouro e pedras preciosas;
3. Que suas duas mãos fossem deixadas balançando no ar, fora do caixão, à vista de todos.
Um dos seus generais, admirado com esses desejos insólitos, perguntou a Alexandre quais as razões desses pedidos, e ele explicou:
1. Quero que os mais iminentes médicos carreguem meu caixão para mostrar que eles NÃO têm poder de cura perante a morte;
2. Quero que o chão seja coberto pelos meus tesouros para que as pessoas possam ver que os bens materiais aqui conquistados, aqui permanecem;
3. Quero que minhas mãos balancem ao vento para que as pessoas possam ver que de mãos vazias viemos e de mãos vazias partimos.
Pense nisso....
Autor desconhecido
TUDO SE RESUME A ISSO ...
"Anseio por reuniões que celebrem a graça, sem paranoias espirituais, sem alguém tentando infundir culpa para descansar no inescrutável amor de Deus. Quero participar de comunidades leves, sem as afetações próprias do glamour do mundo, onde os sorrisos sejam gratos e os abraços, sinceros. O caminhar de Jesus não combina com lugares espetaculosos. Viver os valores do seu reino prescinde de holofotes." (Ricardo Gondim)
Leia o artigo na íntegra: http://www.ultimato.com.br/?pg=show_artigos&secMestre=2604&sec=2620&num_edicao=323
PARA PENSAR
Palavras de Herbert Butterfield:
"Existe um fenômeno, não muito raro, com que nos deparamos não apenas na história da igreja, mas também em nossa experiência diária: encontramos pessoas quase iletradas que parecem ter alcançado notável profundidade espiritual... enquanto outras, muito cultas, parecem estar executando belas acrobacias intelectuais apenas para encobrir o imenso vazio que existe em seu interior."
A VIDA HUMANA E SUAS ESTAÇÕES.
Na primavera somos
tomados pela luz
pela cor e pelo odor
pelos pássaros que cantam
anunciando ...
é tempo de renascer.
No verão somos
incendiados pelo calor
cobertos pelo céu azulado
despidos e cheios de ânimo e vigor
anunciando ...
é tempo de viver intensamente.
No outono somos
envolvidos pela densa nostalgia
pelo amarelo e o laranja avermelhado
por folhas que caem e árvores que se desnundam
anunciando ...
é tempo da colheita.
No inverno somos
prisioneiros dos dias e noites
das chuvas longas e finas
completamente isolados para aquecer
anunciando ...
é tempo de se esconder.
Nossa existência
como as estações do ano
completam o ciclo da vida
em que por vezes...
renascemos e vivemos intensamente,
colhemos e por fim, nos escondemos.
AM
NA ESTRADA DA VIDA

Na estrada da vida
encontramos ruas, vilas, esquinas.
Na estrada da vida,
ouvimos música, lamentos, buzinas.
Na estrada da vida,
falamos de nós, dos outros, do mundo.
Na estrada da vida,
vemos sofrimento, angústia, alegria.
Ocupados com tantas coisas
não encontramos, não ouvimos,
não falamos e não vemos a Deus.
Distantes da verdade
tropeçamos em princípios e valores.
Semeamos a intuição
colhemos a destruição.
Na estrada da vida, Deus está
em cada esquina,
no barulho da buzina,
no mundo,
na alegria.
Na estrada da vida
existem dois rumos:
aquele que nos leva a Deus
ou o que nos distancia dele.
AM
DIA DA ESPOSA DO PASTOR
Hoje os batistas comemoram o Dia da Esposa de Pastor. Em outras denominações a data varia, mas quase todas comemoram esse dia. Não quero aqui escrever conselhos para esposas de pastores, nem elaborar todo um discurso em cima do tema. Acredito que ainda não tenho experiência suficiente, embora já tenha visto e ouvido muita coisa, de debater sobre o assunto. Mas acho importante compartilhar conselhos aprendidos com mulheres mais experientes.
Talvez seja o que nos falte: compartilhar. Trocar experiências e maneiras de lidar com situações diferentes. Mas, tenho percebido que de todos os conselhos e testemunhos que já ouvi, existe um que levo muito à sério e tento colocar em prática todos os dias. É de não me adequar ao esteriótipo imposto à esposa do pastor.
A seguir segue um poema que retrata bem o que acabei de escrever.
Poesia Para a Mulher do Pastor
Autor: Carlos Ribeiro
A Mulher do Pastor
Se pastor fosse um esporte
De modalidade qualquer
Seria como um tiro ao alvo
E o alvo seria a mulher
Ela recebe toda a carga
Que não lançam no pastor
E dela que todos esperam
Gestos serenos de amor
Quando alguém paga o preço
Dela sempre vêm lembrar
Ela não pode ter defeitos
Nunca jamais pode errar
Nada que faça é o bastante
Para nos satisfazer
Todos olham seu exemplo
Jamais pode esmorecer
Seu ouvido nunca enche
Tantas queixas a ouvir
Para todas tem resposta
Causas para decidir
Perceber seu sacrifício
Sem um prêmio receber
Galardão que ela merece
Somente em Deus pode ter
Percebem o esteriótipo? Então, esse modelo, não tenho nenhuma pretensão de alcançar.
AM









