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"Evangelho sem cruz é religião sem graça e sem salvação"

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MANIFESTO DE AFIRMAÇÃO DA HETEROSSEXUALIDADE

QUE O BRASIL OUÇA A VOZ DE DEUS

A Aliança Cristã Evangélica Brasileira, marcada pelo sentimento de irmandade com todo o povo de Deus espalhado e enraizado neste país, expressa uma vez mais o seu propósito de seguir a Jesus Cristo e afirma o seu compromisso com a Palavra de Deus, que é orientação vital para toda a nossa vida, seja pessoal ou coletiva.
No encontro com a voz de Deus, expressa em sua Palavra, nos sabemos amados e criados por Deus. Não importa quem sejamos e o nome que carregamos, todos viemos ao mundo como fruto desse amor de Deus que é o Senhor de toda a criação e a nós, seres humanos, criou como homens e mulheres.
No decorrer da sua história a igreja de Jesus Cristo tem afirmado esse Deus amoroso e criador e a nossa própria existência humana, como homem e mulher, como fruto dele. Assim como ontem, a igreja faz esta mesma afirmação hoje, incluindo nela a realidade da heterossexualidade. É esta a razão pela qual nos manifestamos contrários à prática homossexual e à sua legitimização e afirmação em nossa sociedade.
Estamos conscientes de que muitas vezes, ontem e hoje, não temos sabido viver adequadamente segundo a marca do amor e da vontade de Deus. Assim agindo, nosso testemunho acerca de um Deus de amor e criador fica comprometido pela nossa própria desobediência, injustiças e idolatrias. Neste processo, no entanto, também descobrimos que Deus, em sua graça, nos permite reconhecer nossos descaminhos e reconstruir nossas vidas. É assim que olhamos para a prática da homossexualidade: um descaminho a ser reconstruído pelo Deus criador, na consciência de que, quando buscado, Deus é encontrado como um Deus de graça.
Estamos conscientes de que há outras práticas que negam o amor de Deus, entristecem o seu coração e desestruturam a nossa vida pessoal e coletiva. Cada uma dessas práticas deve ser reconhecida e caminhos de mudança devem ser buscados. Mas hoje o nosso enfoque está na prática da homossexualidade e na tentativa da sua legitimização e até imposição a toda uma nação.  Nós, como igreja de Jesus Cristo, precisamos nos opor a esta proposta e afirmar a heterossexualidade como a expressão saudável que conduz à construção de uma sociedade de harmonia e bom exercício de cidadania, sob a marca do amor criador e da graça renovadora de Deus. Precisamos também nos manifestar radicalmente contrários a qualquer tentativa de cercear a liberdade de expressarmos, tanto privada como publicamente, aquilo que entendemos ser a boa, agradável e perfeita vontade de Deus para nós, para as nossas famílias e para a nossa sociedade.
Hoje nós conclamamos a nação brasileira, como um estado laico que deve zelar pelo direito de todos, para a construção de uma sociedade que tenha a marca da justiça e do amor e que se oponha ao controle de qualquer minoria que queira patrulhar outros grupos e expressões que lhe sejam diferentes. Hoje, conclamamos a nação brasileira a que se deixe encontrar por Deus através do evangelho, no qual Jesus diz que veio trazer vida em abundância para todos e que todos encontrassem o caminho da sua prática de vida pessoal e comunitária no seguimento a ele.
Por uma nação livre e democrática!
Brasil,  maio de 2011
Coordenadoria da Aliança:
Christian Gills
José Carlos da Silva
Maria Luiza Targino A. Queirós (Nina)
Oswaldo Prado
Valdir Steuernagel
Wilson Costa, Cordenador Executivo

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VIGILÂNCIA

"Vigie seus pensamentos, porque eles se tornarão palavras;vigie suas palavras, porque elas se tornarão atos;
vigie seus atos, porque eles se tornarão seus hábitos;
vigie seus hábitos, porque eles se tornarão seu caráter;
vigie seu caráter, porque ele será o seu destino."

[Poeta anônimo norteamericano]

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PASTORES DE OVELHA ALHEIA

Parece ser um tema estranho, mas há muitos pastores que vêm sofrendo a interferência de outros pastores em seu rebanho. Apesar de termos um código de ética que esclarece muito bem a postura pastoral, em alguns casos parece-nos que este código só serviu para responder às perguntas do concílio examinatório, especialmente, o inciso VII do Código de Ética dos Pastores Batistas do Brasil.

São atendimentos no gabinete ou visitas à casa dos irmãos membros da igreja pastoreada pelo colega (sem avisá-lo), e não precisa ser em ocasiões especiais, não! Até aí não seria nada demais. O problema é que os assuntos acabam sendo a "igreja" e o então pastor da ovelha alheia acaba dando a sua opinião baseada em “achologia”, uma vez que não conhece o contexto atual da situação. Esquecem-se os pastores de ovelha alheia que do outro lado há um pastor e sua família lutando pelo rebanho do Senhor; e que essas ovelhas, geralmente rebeldes, não lhe são fiéis ou simpáticas.

Entre os pastores de ovelha alheia, temos a categoria dos ex-pastores da igreja que, apesar de terem ido para outro ministério, ficam sempre em contato com as ovelhas do ministério anterior; não só em ocasiões especiais, mas oferecendo-se para almoços, jantares, aniversário do cachorrinho, do papagaio, etc ... telefonemas, então, nem se fala; e quando o colega reclama alega com cinismo: "O irmão está enciumado". Tais colegas esquecem-se que o melhor pastor da igreja, geralmente, é o "ex-pastor", e justamente por esse motivo.

Escrevo essas linhas esperando que colegas que tenham esse procedimento mudem seu comportamento, lembrando-os que quando acontecer com eles não será nada agradável.

"Dá instrução ao sábio e, ele se fará mais sábio: ensina o justo, e ele crescerá em entendimento".

[Valdenir Albarral - O Jornal Batista- Domingo - 29/6/03]


PR. LEANDRO MENEGATTE

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O CONCEITO CRISTÃO DO CERTO

Primeiramente, o conceito cristão do certo tem uma fonte superior – Deus. O cristão declara que Deus é um Ser pessoal, infinitamente amoroso, cujas perfeições são absolutas. Até mesmo o mais otimista dos humanistas não cristãos pode, na melhor das hipóteses, oferecer uma espécie humana que, segundo espera e de modo emergente, está sendo aperfeiçoada por ensaio e erro. Se a declaração cristã é correta, então a origem ulterior da sua moralidade (o caráter de Deus) é infinitamente superior a qualquer ética meramente humanista.

Em segundo lugar, a ética cristã tem uma manifestação pessoal superior – Jesus Cristo. A Bíblia ensina que Cristo é Deus encarnado, ou seja, em carne humana (Jo 1.1; Hb 1.8; Cl 1.16-17). O Novo Testamento proclama que Ele é o Javé do Antigo Testamento, em numerosas ocasiões (cf. Ap. 11.17 com Is 41.4; Fp 2.10 com Is 45.23). Além disto, o cristianismo tem uma declaração ética superior – a Bíblia. Deus é amor e Cristo é o amor de Deus manifestado na forma pessoal. A lei, ou a Palavra de Deus escrita, é o amor manifestado em forma proposicional, as leis morais são o modo de Deus colocar o amor em palavras.

Quando o egoísta diz: ”Por que devo amar outras pessoas?” o cristão pode responder: “Porque Deus assim manda, e ele nos ajudará um dia”. O cristão se lembra das palavras de Paulo: “Porquanto o que fora impossível à lei, no que estava enferma pela carne, isso fez Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou Deus, na carne, o pecado, a fim de que o preceito da lei se cumprisse em nós que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito” (Rm 8.3, 4).

A lei moral nunca visava dar ao homem a capacidade de viver à altura dela, da mesma maneira que fitas métricas não feitas para tornar as pessoas mais altas, nem os prumos para endireitar prédio. A lei foi dada para mostrar-nos o padrão; quando não chegamos à altura dele, não empregamos o padrão para corrigir a situação. Um espelho mostrará ao homem a sujeira no seu rosto, mas não lavará a sujeira. A lei revela a culpa do homem diante de um Deus Santo à luz dos Seus padrões morais, mas a lei não pode salvar. Neste sentido, a lei traz condenação, mas não salvação. Somente Cristo pode salvar. Mas aqui está precisamente a superioridade do sistema cristão. Onde a pessoa obtém a motivação para amar aos outros de acordo com o amor de Deus? Cristãos são motivados pelo amor de Cristo (2 Co 5.14,15). Logo, a natureza daquilo que é certo se resume assim: O conceito cristão da ética tem uma fonte superior (Jesus Cristo), bem como uma declaração superior (a Bíblia), e uma motivação superior ( o amor de Cristo).

PR. LEANDRO MENEGATTE

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QUAL CAMINHO VOCÊ PREFERE?

"Não adianta ter habilidade de sobra e abusar da arrogância.
Agora, se você for humilde, vai ficar mais tempo no poder e será lembrado com saudade.”

Por Marcelo Aguilar
Você S/A - 16.04.2003,ed. 58

Aracne era uma jovem talentosa e inteligente, porém sua arrogância era tão grande quanto suas habilidades. Sua fama se espalhou e pessoas vinham de todas as partes para conhecer seu trabalho. Os muitos elogios aumentaram seu orgulho e fizeram com que ela desse ouvidos somente às pessoas que a elogiavam. Ela desprezava a desdenhava quem tentasse orientá-la, ou criticá-la.

Tanto sua fama quanto sua atitude percorreram o mundo até chegar ao monte Olimpo, local de residência da deusa Atena. A mesma deusa que havia ensinado aos seres humanos, e dado sua permissão para usar a habilidade, de como tecer roupas e tapeçarias. Atena era sábia e justa, mas também era severa. Ao saber da atitude daquela mortal, a deusa ficou muito irritada.

Atena ainda tentou ajudar Aracne alertando-a que os grandes dons dos seres humanos haviam sido dados pelos deuses. Argumentou que o uso de um grande dom exige responsabilidade e humildade, pois causam grandes estragos quando mal utilizados. Aracne era uma excelente técnica, mas sua presunção a impedia de ver e ouvir o quer estava ocorrendo ao seu redor.
Desdenhou a própria deusa.

-- Fio e teço melhor que Atena eu a desafio!

Ao ouvir isto, a deusa tirou seu disfarce e aceitou o desafio. Pobre Aracne, não conseguia ver que um mortal perde para os deuses do Olimpo, mesmo quando vence a disputa. Cada uma delas escolheu um tema para tecer uma peça. A tecelagem de Atena enaltecia o poder dos deuses. Também dava sinais sobre as consequências de atitudes humanas inadequadas, pois transformava belas moças, tagarelas, em pássaros estridentes.

Aracne estava tão concentrada em vencer a deusa que não percebia os avisos. Seu tema zombava dos deuses apontando suas falhas. A qualidade da obra era inegável, porém questionava as relações entre homens e deuses. Ela não se importava com o delicado equilíbrio, promovido pelos deuses, entre a harmonia e o caos.

Num rompante de fúria, Atena rasgou a tapeçaria em mil pedaços e feriu Aracne ... destituindo-a de suas habilidades transformando-a em uma aranha. Aracne podia continuar fazendo o que mais gostava, mas não provocaria, novamente, o desequilíbrio nas relações entre homens e deuses.

Essa ilustração é só um mito grego, mas mesmo sendo só um mito, nos faz pensar em algumas coisas em nós como líderes. Aracne foi avisada que seu talento exigia responsabilidade e uma boa dose de humildade. Assim como ela, nós teceremos nosso futuro com nossas atitudes. Aracne teceu seu futuro com fios de talento e de arrogância. Alguns tecem seu futuro com fios de talento e ânsia de poder, muitas vezes, desrespeitando os outros.

Neste mundo, conturbado pelos interesses imediatos, vemos as pessoas faltando com a ética nas suas relações profissionais e pessoais. Não entenda errado. A ética não impede que você demonstre os seus talentos e busque ascender profissionalmente, ou financeiramente. Ela somente dá a forma aos seus atos. Sua ética é baseada no seu caráter e nos seus valores.

Os líderes éticos permanecem mais tempo no poder e são lembrados com saudade. Eles tecem seus futuros com os fios do talento e da humildade. Usam, também, os fios da perseverança, da justiça, da compaixão e outros bons fios. Já, os líderes com pouca, ou nenhuma ética, até alcançam o poder, porém, cada vez mais, estão nas primeiras páginas dos jornais por causa de escândalos.

Reveja seus valores, Escolha que tipo de líder você quer ser e, finalmente, teça seu próprio futuro com os fios que você escolher.


PR. LEANDRO MENEGATTE

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QUESTÃO DE ÉTICA

"Vigie seus pensamentos, porque eles se tornarão palavras.
Vigie suas palavras, porque elas se tornarão atos.
Vigie seus atos, porque eles se tornarão seus hábitos.
Vigie seus hábitos, porque eles se tornarão seu caráter.
Vigie seu caráter, porque ele será seu destino."

[Poeta anônimo americano]

PR. LEANDRO MENEGATTE

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ADULTÉRIO: LAÇO ENTRE ALMAS - Final

II. OS SIGNIFICADOS DO ADULTÉRIO
Quais são eles?

1. Um pecado é cometido.

2. Acontece uma união espiritual. Em 1 Coríntios 6.15-17 revela que a relação sexual com uma prostituta significa um laço entre almas que continua após a relação, mesmo sendo esta esquecida. Embora a prostituição seja outro tipo de laço entre almas, no texto encontramos o princípio de que há uma união, inclusive espiritual, com aquele ou aquela que se tem contato íntimo fora do casamento. Exemplo é o pecado de Davi com Bate-Seba que teve implicações fortíssimas.

3. Sofrerá constantes derrotas na vida (6.29,32). O laço entre almas, ainda, pode ser com uma pessoa que alguém amou há muito tempo, mas que ainda aparece em suas fantasias.


III. COMO EVITAR O ADULTÉRIO
Para evitar a infidelidade conjugal é necessário que o casal tome algumas atitudes:

1ª) Mantenha-se debaixo da orientação da Palavra de Deus (5.18). O esposo, amando sua esposa de todo o coração. A esposa, amando o esposo da mesma forma e lhe sendo submissa pelo amor. Em termos práticos, é necessário cultivar, tratar, regar e cuidar do amor, para que as ervas daninhas da infidelidade não germinem no coração de um dos cônjuges. É bom, que os cristãos casados saibam que a santidade do cristianismo não faz ninguém deixar de ser humano. Nesta vida, precisamos de amor, de alegria, de paz, de carinho, de afeto. O leito conjugal precisa ser bem aproveitado, e a união íntima, legítima entre os casados, deve continuar sendo fator de integração, não apenas física, afetiva, mas também espiritual. Deus se agrada da união entre os casados: "Seja por todos venerado o matrimônio, e o leito sem mácula" (Hebreus 1.3.4).

2ª) Fique longe do jogo de sedução (7.25). O jogo da sedução é o jogo por poder... Fuja de toda a tentação. Reconhecemos que há muita infidelidade que começa por mera tentação. Neste caso, o cônjuge pode não contribuir para o adultério. Mas havemos de reconhecer que o casal bem unido em torno do Senhor Jesus terá condições de vencer o inimigo, quando:

1. Vigie a mente e o coração (6.25; 7.25)

2. Cultive o padrão bíblico para matrimônio. Aqui quero pegar emprestado algumas outras referências bíblicas que nos ajudarão a estabelecer alguns princípios para os maridos. Quanto às mulheres lembrem-se daquilo que foi dito domingo passado pela manhã:

a) Princípio da fidelidade: Gênesis 2.23-24. É a tríplice ação: deixar, unir, ser um. Significa o não individualismo, mas o dar-se em amor.

b) Princípio da convivência. 1 Pedro 3.7: “Convivei com elas”, é o sentido de exclusividade.

• A esposa tem que sentir a pessoa mais importante da Terra.
• Seja a pessoa mais próxima do coração da esposa.
• Seja protetor da esposa.
• Perceba a esposa.
• A linguagem da mulher é o romantismo e não o erotismo.
• Honre sua mulher.


CONCLUSÃO


Deixo um recado à esposa e ao esposo; estejam sempre próximos um do outro, observem-se a si mesmo, preencham-se em tudo. Evitem negar-se um ao outro (1 Coríntios 7.5). Ficar sozinho na frente de um computador pela madrugada, significa que algo precisa ser renovado no seu casamento. Pois há muitos solitários, e que no silêncio da noite clamam por ajuda e proteção, lutam, mas não vencem, pois lutam sozinhos, não apelam para Jesus e para o seu cônjuge.

Saiba que mesmo que tenha cometido o adultério seja por ato ou pensamentos, Deus pode perdoar-lhe o pecado. Pastor, tenho muita dificuldade em lidar com a sexualidade! Peça ajuda. Se quiser converse com seu pastor. Quando a gente fala sobre certas questões automaticamente começamos a nos vigiar mais, pois alguém sabe de nós. E muito melhor quando confessamos a Jesus. A Bíblia diz que ele nos ajuda em nossas fraquezas. Não deixe que o adultério ou a possibilidade dele destrua sua vida e seu lar.

PR. LEANDRO MENEGATTE

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ADULTÉRIO: LAÇO ENTRE ALMAS - 2

I. O QUE LEVA UM CÔNJUGE AO ADULTÉRIO

É necessário estar alerta para as ciladas do Inimigo.

1. Perda da afetividade - Muitas vezes os fatores que contribuem para a infidelidade estão sendo fomentada dentro do próprio lar: Com o passar dos anos, o esposo e a esposa deixam de cultivar o amor verdadeiro. Aquelas expressões de carinho dos primeiros tempos ficam esquecidas. O afeto vai desaparecendo entre os dois. No entanto, a necessidade de afeto continua a existir em cada um. É a chamada carência afetiva que leva muitos a se decepcionarem com o casamento.

2. O cotidiano - As lutas do dia-a-dia também tendem a desfazer o clima amoroso entre o casal, se não forem adotadas providências para cultivá-lo. O lar, em muitos casos, passa a ser uma espécie de pensão, na qual o marido é o hóspede número um.

Em ambos os casos, Satanás começa a falar ao coração que é hora de experimentar um caso de amor, um romance, mesmo passageiro. O cônjuge, mesmo sendo cristão, diante de tal sedução, entra em conflito consigo mesmo. A mente começa a estampar a crise de afeto que existe no lar, a falta de carinho, a indiferença do outro cônjuge. A consciência bate forte, lembrando a condição de cristão. Nas primeiras investidas, o servo de Deus pensa, recua, vence. Mas, dia após dia, as coisas se agravam. A voz do inimigo soa mais forte e sedutora; a concupiscência se aquece. Vem a queda, o ato, o pecado. Depois, entre desespero e reações evidentes, o coração explode. O lar, que antes estava ruim, fica pior. A culpa não dá paz. Os conflitos aumentam. Só há dois caminhos: abandonar o lar, o cônjuge, os filhos ou continuar enganando a todos, mas não a Deus. O capítulo 5, verso 21 diz: “O Senhor vê os caminhos do homem e examina todos os seus passos”. Em qualquer caso, todos sofrem. O cônjuge infiel, o cônjuge fiel, os filhos, a família, a igreja.

[CONTINUA]

PR. LEANDRO MENEGATTE

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ADULTÉRIO: LAÇO ENTRE ALMAS

INTRODUÇÃO

O termo “laços entre almas” refere-se à união entre duas pessoas de maneira doentia. É muito mais que “memórias” ou “emoções” relacionadas à outra pessoa. É uma união espiritual. Pode ser causado por relacionamentos emocionais ou físicos, inclusive relações íntimas. Pode envolver pais, amigos, irmãos ou irmãs de maneira não natural. Alguns “laços entre almas” não são lembrados de maneira consciente, mas Satanás os usa para trabalhar na vida das pessoas.

O laço entre almas que quero tratar nesta noite é o adultério. Segundo o dicionário da língua portuguesa, a palavra Adultério vem do Lat. “Adulteriu” e significa: “violação da fé conjugal; infidelidade conjugal; falsificação; adulteração”. A maneira em que ocorrer o laço entre almas se dá em duas esferas: No caso dos solteiros é a permissão de uma aproximação, intimidade (carícias íntimas) ou mesmo o intercurso sexual com outra pessoa sendo ambos solteiros. Isso é chamado de lascívia, ou seja, pecado caracterizado por atos físicos que pertencem a uma relação matrimonial. Em relação aos casados, refere-se a atos emocionais e físicos, como por exemplo, beijos sensuais que deveriam ser dados ao cônjuge, fantasias sobre outras pessoas, mesmo não havendo contato, é laço entre almas, adultério. Mas em ambos os casos há um meio comum onde tudo isso pode acontecer.

Primeiro considere o seguinte, Satanás nunca apresenta sua verdadeira face, ele sempre se mostra como anjo de luz. Ele sempre se disfarça atrás de uma filosofia bonita para atrair e enganar multidões; ele sempre se apresenta como um rapaz bonito para destruir a vida de uma mulher casada ou muitas vezes como uma moça bonita para destruir o lar de um pai de família. Se realmente se apresentasse como verdadeiramente é, muitos saberiam se defender de suas investidas. Na tecnologia, ele não deixaria de lado sua principal artimanha e apresenta-se a todos, crentes e descrentes, com muita naturalidade através da internet. Há milhares de chats (salas de bate-papo) disponíveis a quem quiser frequentar, onde se pode marcar encontros, falar de coisas fúteis, coisas proveitosas, mas também pode-se viver constantemente contrário à vontade de Deus, cometendo adultérios e destruindo casamentos. Em qualquer ponto do mundo pode-se encontrar alguém sendo infiel no casamento, trocando confissões, marcando encontros e realizando orgias virtuais, mantendo o cônjuge em casa e muitos outros casos paralelos pelo mundo a fora, e, isso, com a maior naturalidade.

Isso nos leva a questão ensinada por Jesus em Mateus 5.27-28: “Vocês ouviram o que foi dito: ‘Não adulterarás’. Mas eu lhes digo: Qualquer que olhar para uma mulher para desejá-la, já cometeu adultério com ela no seu coração.”, que está ligado com o que diz Salomão (6.25): “Não cobice em seu coração a sua beleza nem se deixe seduzir por seus olhares”. Ou seja, não precisa o fato ser consumado para que haja adultério, basta haver o desejo. Neste caso, basta olhar para outra pessoa de maneira imprópria e ter pensamentos e fantasias com ela.

[CONTINUA]

PR. LEANDRO MENEGATTE

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SABEDORIA: EDUCAR PARA A VIDA

Estamos vivendo uma época extremamente crítica. A sociedade está se degenerando aos poucos porquê aos poucos se degenera a família. Olho para a juventude dos nossos dias, e encontro algumas coisas que são extremamente preocupantes, no mínimo.

Agora, digo isso porque tudo começa na família, no relacionamento entre pais e filhos. O filho é produto de uma relação familiar. Ou seja, se a nossa sociedade está desestruturada é porque as famílias estão desestruturadas. Se experimentamos tantos problemas com nossa juventude é porque existem áreas nas famílias que precisam ser tratadas, no que diz respeito, principalmente, à educação e formação dos filhos.

Hoje, em nossa gota de sabedoria, quero abordar este assunto sob perspectiva de que pais sábios investem no futuro dos filhos. Abordaremos a questão da criação e educação dos filhos considerando algumas atitudes que devem ser evitadas e outras que devem ser cultivadas por serem sábias.


I. A SABEDORIA ESTÁ NUMA RELAÇÃO DE AMOR
Henry Cloud no livro Relacionamentos saudáveis diz que todo ser humano possui quatro necessidades básicas: ser conhecido; ser integrado; ser compreendido; ser amado.

Deve-se compreender as cinco linguagens de amor: palavras de afirmação; prestação de serviços; presentes; qualidade de tempo; contato físico. O amor deve ser demonstrado numa linguagem em que o filho compreenda melhor.


II. A SABEDORIA ESTÁ NUMA RELAÇÃO DE DISCIPLINA

a) Na imposição de limites

Na Bíblia vemos um exemplo de alguém que não deu limites aos filhos: Davi. Por exemplo, quando Absalão matou seu irmão Amon, Davi não permitiu que fosse punido. O próprio Amon não fora punido após ter estuprado a irmã. Minimizou também os desejos malignos de Adonias que quis tomar seu trono. E Absalão quando quis tomar o trono de Davi, esse mesmo pai ao invés de agir para impôr limites fugiu com medo de confrontar seu filho. E o resultado de todo esse processo de descontrole familiar em que o pai não impôs limites aos filhos, os filhos se descontrolaram na arte de fazer o mal. Os filhos começaram a achar que podiam fazer o que queriam sem ter que prestar contas a qualquer pessoa que fosse. Não sabiam até onde podiam ir. Não sabiam que a liberdade terminava quando esta interferia na do outro. O pai Davi, embora muito bom em muitas coisas falhou e toda a sua família pagou a conta.

Muitos pais têm medo de dar limites aos filhos. A educação autoritária que os pais de hoje receberam dos pais de ontem produziu na vida de muitos a insegurança nos momentos de tomada de decisão, o que se reflete na educação familiar. A repressão do passado pode levar os pais a dois extremos: um a de produzir uma educação repressora, assim como recebeu no passado; ou então, produzir uma educação de fronteiras sempre móveis, ou seja, não há fronteiras, não há limites. Uma pessoa insegura faz tudo para agradar aos outros, nesse caso, os filhos também. Jamais tem a segurança de escolher.

Muitos hoje dizem: “É PROIBIDO PROIBIR”. Só que nossa sociedade clama por limites. Nossos filhos clamam por limites. Dar limites não significa não dar carinho. O limite é uma forma de afeto. Quem ama apresenta limites ao amado. Os limites devem ser percorridos pelo dizer “sim” umas vezes e “não” outras vezes. Dar limites significa algumas vezes os pais fazerem uso do castigo, por exemplo:


Imponha limites ao seu filho. Ele precisa disso. A autoridade dentro de casa é dos pais e não dos filhos. Porém, não confunda autoridade com autoritarismo. São coisas diferentes. Não queira educar seu filho como você foi educado.

b) Participar da vida dos filhos
Terceirização da educação dos filhos acontece muito nos dias de hoje. A escola e a igreja recebem, muitas vezes, o papel que elas não têm que desempenhar. Os filhos passam mais tempo na rua do que no convívio com os pais. Além disso, na escola e na igreja a educação tende para o formal e o grupal, com pouco espaço para o individual, para o encontro face-a-face, como é típico na relação pais-filhos, irmão-irmãos. Só o lar pode verdadeiramente formar os princípios na vida do indivíduo. A escola e a igreja no máximo reforçam esse ensino. Engana-se o pai e a mãe que terceirizam a educação dos filhos.

Outra coisa, e quando essa responsabilidade é colocada sobre os avós? Pode ser outra complicação. Sabe por quê? Os avós existem para estragar os netos. Claro! Ou você é tão ingênuo a ponto de acreditar que os avós vão educar seus filhos. Como exceção pode até acontecer, mas é difícil, pois depois de passar tantos anos criando-os e educando-os você acredita que eles vão se preocupar com seus filhos? Há, há, há! Eles querem mesmo é se divertir com os netos. Os avós aqui podem dizer amém? Os avós não podem ter a responsabilidade de educar os netos porque os nossos filhos precisam estabelecer uma diferença de autoridade. Precisam saber que a maior autoridade sobre suas vidas são seus pais. E a benevolência dos avós é importante nesse processo. Então, quando nossos filhos saem da casa dos avós, que permitiram que fizessem e mexessem em tudo, quando chegam nas suas casas os pais não permitiram as mesmas coisas. Isso ajudará na identificação de que os pais são as maiores autoridades sobre suas vidas. E aos avós digo para que jamais interfiram na educação que seus filhos dão aos netos.

Quando o Mateus chegava na casa da minha sogra, ia no aparelho de som e mexia. Ia no porta cd’s e espalhava tudo. Fazia uma bagunça. Ela e meu sogro se divertiam. Quando chegávamos em casa, ele tinha de saber que era diferente da casa dos avós. Nós não permitiríamos que mexesse em tudo. E essa diferença entre pais e avós tem que existir, pois é extremamente saudável.

Os pais têm que sentar com os filhos para conversar abertamente. Têm que se inteirar da vida deles, claro, sem interferir na medida de liberdade que os filhos precisam ter. Têm que brincar com os filhos. Têm que aconselhar. Têm que dar tempo. É claro que hoje em dia muitos pais com o desejo de dar o melhor para os filhos acabam usando todo o tempo com trabalho. Não digo que os pais têm que parar de trabalhar. Claro que não! Mas cuidado para que o excesso de trabalho, sem a real necessidade, não esteja roubando a oportunidade de você ver seus filhos crescerem, e o que estão fazendo, e os lugares que frequentam, e as amizades que nutrem. Cuidado!

c) Seja exemplo para os filhos

Mas o que isso significa? Significa que deve ser abolido o ditado: “FAÇAM O QUE DIGO, MAS NÃO FAÇAM O QUE FAÇO”. Sabem por quê? Os filhos não copiam discursos, mas atitudes paternas. Os filhos reproduzem o que os pais são. Isso é regra. Ser pessoa diferente dos pais é exceção.

Vou dar um exemplo. Abraão quando passou pelo Egito com sua família, mentiu dizendo ser irmão de Sara com o medo de ser morto por Abimeleque, rei do Egito, que cobiçando Sara poderia toma-la por mulher. Seu filho Isaque assistiu tudo isso, e quando esteve em situação semelhante, mentiu igual ao pai. E seu filho Jacó aprendeu a mentir com o pai e o avô, e ainda fez pior que ambos. Quem quebrou esta cadeia toda foi o filho de Jacó, José, com formação de caráter. Ou seja, escolheu ser a exceção à regra.

Portanto, é sobremodo importante os pais compreenderem que o exemplo que deixam é que marcará a filho dos filhos. Não adianta os pais dizerem: “Seja uma boa pessoa”, se ele não o é. E por aí a fora. Não pense que seu filho será diferente do que você é. Ele vai copiar o seu exemplo, e não as sua palavras. Mas se as sua palavras estiverem acompanhadas e em acordo com as suas atitudes, então seu filho poderá ter um futuro brilhante diante da sociedade em geral.

d) Não dê tudo o que o filho quer - Se não ele acreditará que o mundo tem obrigação de lhe dar tudo o que desejar;

e) Não apanhe tudo o que ele deixar jogado: livros, sapatos, roupas, etc. - Para ele para que não aprenda a jogar sobre os outros toda a sua responsabilidade.

f) Não dê todo o dinheiro que quiser - Ensine a ganhar seu próprio dinheiro.


III. DICAS PARA UMA BOA EDUCAÇÃO

1° Formação plena: através da convivência, dos bons exemplos, é que se desenvolve o corpo a personalidade e o caráter, harmoniosamente. A família além de alimentar o corpo, deve alimentar também a alma.

2° Informação: Os valores morais e espirituais são passados aos filhos e estes lhes servem para o desenvolvimento da vida, valores que são eternos.

3° Diálogo: é essencial conversar sobre os ideais, sobre os anseios e tristezas, vitórias e alegrias, as experiências do dia a dia, vida escolar, profissional, o que se vê e o que se ouve, tem no lar o melhor ambiente para serem analisados, sempre com muito temor a Deus.

4° Troca de experiências: não só os filhos devem aprender com os pais, mas também os pais com os filhos as experiências vividas no dia a dia, selecionando-as, e aplicando-as para o bem estar de todos.

5° Momentos de lazer e recordações: a família precisa gozar juntos, dos momentos de passeios e recordações, de passagens familiares que não podem ser esquecidos, conservando assim a sua própria história.

6° Ensino sobre a fé: são momentos de comunhão com Deus, onde Ele é exaltado e o nome de Jesus è proclamado. Cânticos, orações e estudos bíblicos, em família, enriquece a todos.


CONCLUSÃO

Sabemos que muitas são as barreiras encontradas na vida familiar: o corre-corre do dia a dia, filhos abandonados ao seu próprio destino, desvalorização da convivência familiar, o egoísmo, a interferência da televisão e outros meios de comunicação, o consumimo, a perda dos conceitos divinos estabelecidos para a família, etc. Mas, com tudo isto, é possível fazer da família o melhor lugar do mundo; para tanto, é necessário que todos os membros da família trabalhe pela felicidade um do outro, harmoniosamente, agradando a Deus e vivendo melhor, é possível!

PR. LEANDRO MENEGATTE

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O PODER DA LÍNGUA E A SABEDORIA

Provérbios 10.19; 18.21

As palavras estão presentes em todos os relacionamentos. A saúde e a doença, a alegria e a tristeza, a esperança e o desespero, a edificação e a destruição, a cura e a morte, o alívio e o peso, podem depender das palavras. Vejamos alguns exemplos: “Não te amo mais!”, “Você não vale nada!”, “Você é um monstro!”, “Você é inútil!”, “Você está muito gorda!”, “Como você envelheceu!”, “Não preciso de você!”, “Você é burro como uma porteira!”, “Minha mãe cozinha melhor que você!”, etc... Como as pessoas se sentem? Tristes, deprimidas, machucadas, sentindo-se inferiores, dependendo de quem diga aceitam como se fosse verdade, as pessoas adoecem na alma, amarguradas, baixa autoestima, etc, etc, etc.

Mas também há algumas falas tendenciosas a fofoca, por exemplo, há aqueles que são:

 Fofoqueiros “jornalistas de plantão”: “sabe da última?”, ou “já está sabendo?”.
 Fofoqueiros discretos: “só vou contar para você”.
 Fofoqueiros espirituais: “quero compartilhar algo sobre o fulano – esteja em oração”.

Provérbios 10.19, diz: “Quando são muitas as palavras o pecado está presente, mas quem controla a língua é sensato”; e 18.21: “A língua tem poder sobre a vida e sobre a morte; os que gostam de usá-la comerão do seu fruto”.

Além desses versos que lemos, há alguns outros no livro de Provérbios como gotas pingadas em vários capítulos. Vejamos:

a) Contra a maledicência/falar mal dos outros (4.24): “Afaste da sua boca as palavras perversas; fique longe dos seus lábios a maldade.”

b) Contra a mentira e discórdia: “Há seis coisas que o Senhor odeia, sete coisas que ele detesta: olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que traça planos perversos, pés que se apressam para fazer o mal, a testemunha falsa que espalha mentiras e aquele que provoca discórdia entre irmãos. (6.16-19)

c) Contra o falar perverso/desviar o sentido da palavra para induzir ao erro no julgamento (8.13): “Temer o Senhor é odiar o mal; odeio o orgulho e a arrogância, o mau comportamento e o falar perverso.”

A língua revela o caráter, a responsabilidade e a seriedade da pessoa. A língua tem o poder de destruir ou construir pessoas e relações. Quero destacar alguns princípios acerca do poder e sabedoria da língua:

1º PRINCÍPIO – DA SEMEADURA E COLHEITA: O bom uso da língua nos torna mais felizes.

“Do fruto de sua boca o homem desfruta coisas boas, quem guarda a sua boca guarda a sua vida,
mas quem fala demais acaba se arruinando” (13.2-3)

Ou seja, toda fala (semeadura) produz um fruto (colheita).

2º PRINCÍPIO – O BERÇO DA LÍNGUA: A fonte das ideias

É o coração. Os lábios nada produzem, apenas refletem o que somos por dentro.

3º PRINCÍPIO – A comunicação agradável a Deus

O sábio produz com seus lábios o que Deus se grada. Portanto...

a) O sábio evita falar mal da e a pessoa, pois:

• Falar mal é dizer palavras a seu respeito que o tornem desacreditado, desonrado, menosprezado ou desprezado, quanto ao caráter ou às ações.
• Falar mal é o mesmo que dizer que é melhor que o outro, então se comete outro pecado que é o de julgar.
• Falar mal é ser maledicente. Mesmo que a pessoa cometa erros, a recomendação bíblica é a de ensinar, encorajar ou aconselhar a fim de que haja edificação.
• Falar mal é tratar a pessoa com falsidade.
• Falar mal é criar enfermidades no Corpo. Com isso “panelinhas” são formadas prejudicando o crescimento e a edificação da igreja.
• Falar mal é deixar de atacar Satanás para atacar os membros do Corpo de Cristo. Com quem você está lutando?

b) O sábio evita ao máximo as desavenças e discussões.

A discordância em pensamento é natural, mas jamais deve haver ataques pessoais. Discussões, na verdade é uma competição. Devemos encontrar um ambiente de amor onde as diferenças possam ser equalizadas e concordantes com a Bíblia.

c) O sábio compreende que fazer mal aos outros por meio das palavras, é fazer mal a si mesmo.

Pratica a autodestruição. A família, os amigos, os irmãos da igreja fazem parte da sua vida.

CONCLUSÃO

Portanto, queridos, vamos usar as nossas palavras, comentários e observações para abençoar, estimular e animar aqueles que estão ao nosso redor? Como você abençoará alguém através das suas palavras durante o dia de hoje? Faça isto e você descobrirá a benção de Deus sobre a sua vida.

“Quando são muitas as palavras o pecado está presente, mas quem controla a língua é sensato”

Vamos encerrar orando por quatro motivos

a) Confessando e pedindo perdão por sermos incoerentes com a língua.
b) Consagrando nossa língua.
c) Agradecendo ao Espírito Santo que coloca em nós palavras agradáveis.
d) Pedindo para sermos crentes sérios no falar.

PR. LEANDRO MENEGATTESermão pregado no domingo, 10 de outubro.

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A GÊNESE DA SABEDORIA

Quero iniciar lembrando o sonho de Salomão quando o Senhor lhe apareceu dando-lhe o direito de pedir qualquer coisa que lhe seria feito (1 Reis 3.3-15): “Peça-me o que quiser, e eu lhe darei” (v.5). Salomão não pediu riquezas nem poder, mas apenas sabedoria. A resposta de Deus foi: “farei o que você pediu. Eu lhe darei um coração sábio e capaz de discernir, de modo que nunca houve nem haverá ninguém como você.” Salomão foi um homem que pode ensinar o valor e a importância da sabedoria.

Entretanto, precisamos nos aprofundar nesse tema para que não o pensemos de maneira equivocada.Entendamos primeiro o que não é sabedoria:

1. A sabedoria não nasce geneticamente.
2. A sabedoria não acontece com o passar da idade e com os cabelos brancos.
3. Sabedoria não é lógica, inteligência ou conhecimento. Não é promovida com o acúmulo de informações. Ninguém é sábio por ter estudado muito.

Mas antes quero destacar as palavras de Cecil Osborn que pra mim consiste na melhor definição de sabedoria. Disse ele: “Sabedoria é agir corretamente e falar prudentemente”.Voltando ao nosso texto diz-se acerca da gênese, da origem da sabedoria: “O temor do SENHOR é o princípio da sabedoria, mas os loucos desprezam a sabedoria e o ensino”.

1. SABEDORIA COMEÇA COM RELACIONAMENTO COM DEUS.

Na Bíblia Anotada encontramos o seguinte comentário acerca do temor a Deus: “É a reverência que se expressa em submissão à sua vontade através de um relacionamento correto com Deus”. Neste caso, podemos nos referir ao temor não como medo ou pavor, pois Deus não estabelece uma relação conosco onde se gera o medo do que ele pode fazer. Até porque a Bíblia em 1 João 4.18 diz: “No amor não há medo; ao contrário o perfeito amor expulsa o medo, porque o medo supõe castigo. Aquele que tem medo não está aperfeiçoado no amor”.

Assim o sentido de temor tem como conceito principal, e é o que está na mente de Salomão, a reação do homem à revelação divina, estado de submissão o Senhor e Mestre, atitude de obediência absoluta a Deus.

2. SABEDORIA TEM HAVER COM APRENDIZAGEM

“...mas os loucos (tolos) desprezam a sabedoria e o ensino”

Ou seja, o sábio, contrariamente aos loucos, são ensináveis. Em outras palavras, Salomão chama de loucos, os não sábios, por alguns motivos:

a) Os loucos tem uma “cabeça dura” –
b) Os loucos julgam-se donos da verdade –
c) Os loucos quando exercem poder agem como ditadores e são, por isso, perigosos –
d) Os loucos não aceitam críticas, pois acham que os que fazem estão contra eles –
e) Os loucos tem dificuldade de ouvir conselhos –
f) Os loucos zombam daquilo que não compreendem –
g) Os loucos não reconhecem seus erros.

Entretanto, os sábios...

a) Sabem ouvir e ponderar;
b) Não são guiados pelos impulsos;
c) Procuram aprender com quem pode ensinar;
d) Se cercam de pessoas que podem contribuir com sua vida;
e) Não “mata” aqueles cuja capacidade é grande, pois não se sentem ameaçados por eles;
f) Aceitam as repreensões feitas com amar, pois quem nos repreende quer o melhor pra nós;


PR. LEANDRO MENEGATTE

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A BARREIRA DA ARROGÂNCIA RELIGIOSA

Sinto-me triste quando observo pessoas, líderes religiosos, usando sua religião (igreja) para manipular pessoas. Muitos se escondem por trás da prática religiosa. Através de uma vida “piedosa” escondem seu mau caráter e suas atitudes pecaminosas. Pessoas assim procuram sempre lançar culpa sobre os outros, exercendo julgamentos. Mas através disso podem estar escondendo uma vida de pecados ou caráter arrogante.

Qual a diferença e a semelhança entre o salvo e o não-salvo? A semelhança é que todos são pecadores, a diferença é que o salvo é pecador convertido. E se nos convertemos os outros poderão se converter também. Portanto, precisamos amá-los, falar-lhes acerca de Jesus, e não julgá-los achando-nos melhores e senhores da verdade. Quando fomos alcançados, o fomos para sermos servos das pessoas.

No que diz respeito à arrogância religiosa devemos substituí-la por duas atitudes, pelo menos:

a) Pela humildade

Isto inclui a rejeição da autopromoção que é sinal de arrogância. Ou seja, um arrogante faz marketing de si mesmo, é altivo e desdenhoso. Já vi muitas pessoas achando-se melhores ou superiores às outras por possuir um dom espiritual que para ela é o melhor. Deus fala a nós, sabemos disso. Mas quando vejo tantas pessoas dizendo que estão fazendo isso ou aquilo porque Deus falou que fizessem, fico preocupado. Pois, até onde estamos realmente ouvindo a voz de Deus se psicologicamente podemos criar vozes e atribuí-las a Deus. Ou até mesmo certos de que é a voz de Deus, até onde comentamos que ouvimos sem que estejamos interessados, inconscientemente, em nos promover. E há um outro fator, será que quando dizemos que Deus falou é para não sermos questionados? Afinal, quem vai discutir com o que Deus falou? Em outras palavras, há pessoas que sempre ouvem Deus falando, mas desconhecem a vontade de Deus. Não estou dizendo que Deus não fala ou que sempre nos enganamos. O que estou querendo dizer é que mesmo que ouçamos a voz de Deus não podemos nos distanciar das pessoas, nem tampouco tratá-las com arrogância. Pra mim não faz sentido algum ouvir Deus e estar surdo para as necessidades das pessoas. Meu coração tem enchido com muita preocupação relacionada a essas coisas.

A humildade é princípio básico da vida cristã. Sobre ela Jesus ensinou nas bem-aventuranças (Mateus 5.3-9). Será que as pessoas nos veem como crentes humildes? Será que o nosso relacionamento com as pessoas é marcado por estarmos certos o tempo todo porque Deus está falando conosco e não com elas? Cuidado com a arrogância religiosa, substitua-a pela humildade para aproximarem-se cada vez mais das pessoas.

b) Linguagem mais acessível

Uma outra maneira de erguermos a barreira da arrogância religiosa são os termos espiritualizantes que adotamos. Por exemplo: “Deus quer lavá-lo e remi-lo com o sangue do cordeiro”, o que a pessoa que ouve isso vai pensar? Quando usamos termos como “Você precisa nascer de novo”, poderíamos usar “Você quer ter um relacionamento com Jesus?”. Quando estava preparando o estudo pensava: outro termo é a palavra pecado; pecado hoje é subjetivo, até dentro das igrejas. Então deveríamos dizer “falha moral”. Quando usamos termos e clichês que as pessoas não entendem, elas não gostam. A nossa linguagem muito diz daquilo que pensamos ou somos. A nossa linguagem precisa se aproximar da linguagem das pessoas. Utilizar termos que elas possam entender e compreender. Deixe o “evangeliquês”, fale claro.

A barreira da arrogância religiosa tem afastado muitas pessoas de nós. Isso não é bom! Que destruamos tal barreira para que sejamos acessíveis às pessoas e as pessoas a nós. Somente assim conhecerão o verdadeiro evangelho de Jesus Cristo.

PR. LEANDRO MENEGATTE

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CADA MACACO NO SEU GALHO

O pastor chegou da igreja cansadão depois de um domingo cheio de atividades e desabou no sofá para dar aquela relaxada. Alguém ligou a TV justo no momento em que acabavam de mostrar os gols da rodada. O repórter perguntou ao jogador que se destacou na rodada como conseguira fazer aquele golaço. “É, eu chutei e graças a Deus foi gol.” “Oh, eu não sabia que esse cara era atleta de Cristo!”, exclamou o pastor, levantando-se empolgado do sofá. “Tenho que trazê-lo para pregar na minha igreja”. Não sossegou enquanto não arrumou um diácono que era amigo da irmã da sogra do jogador. Mesmo advertido de que o craque não era tão bom de fé quanto era de bola, o pastor não quis saber e pôs faixas no bairro inteiro, anúncios no rádio e convites no jornal.

No domingo, a igreja estava lotada. Depois que as seis bandas da igreja se apresentaram, o pastor se levantou e, orgulhosamente, apresentou o grande pregador da noite. O atleta que, até então, só sentara no último banco, subiu meio desajeitado no púlpito e engoliu em seco ao encarar de frente a multidão. Resolveu encarar a situação. Respirou fundo, deu uma ajeitada na gravata que nunca tinha usado e começou: “Bom, meus irmãos, eu vou contar para vocês a parábola do bom samaritano. Amém?” A congregação respondeu em coro: “Amém!” O artilheiro ganhou moral com o eco favorável da torcida.

O SERMÃO – “Um homem descia de Jerusalém para Jericó quando caiu numa plantação de espinhos que começaram a sufocá-lo. Tentando sair da incircuncisa situação, ele gastou todo o seu dinheiro até ficar pobre, a ponto de comer a comida dos porcos numa fazenda. Foi então que ele encontrou a rainha de Sabá, que lhe deu um prato de lentilhas, cem talentos de ouro, vestidos brancos e um cavalo. Ao prosseguir viagem, seus cabelos se enroscaram numa árvore e o homem ficou pendurado por muitos dias, mas os corvos lhe trouxeram comida e água, de sorte que o homem comeu cinco mil pães e dois peixes.”

“Uma noite, quando ainda estava suspenso, Dalila, sua mulher, chegou e sorrateiramente cortou seus cabelos. O homem caiu em pedregais escorregadios, mas levantou-se e andou. Então choveu quarenta dias e quarenta noites e o homem escondeu-se numa caverna, onde se alimentou de gafanhotos e mel silvestre. Saindo, encontrou um servo chamado Zaqueu, que o convidou para jantar. Mas o homem desculpou-se, dizendo que não podia porque havia comprado uma manada de porcos perdidos como ovelhas sem pastor. Foi então que um leão faminto tragou os porcos, mas Golias derrotou o leão com sua funda e mostrou ao homem o caminho que levava a Jericó. Ao aproximar-se das muralhas da cidade, ele viu Jezabel na janela. Mas, ao invés de ajudá-lo, ela riu. Indignado, o homem bradou em alta voz: ‘Lançai fora!’ E eles a lançaram fora setenta vezes sete. Dos fragmentos foram recolhidos doze cestos e disseram: ‘Bem-aventurados os pacificadores.’ Portanto, meus irmãos, na ressurreição dos mortos, de quem será está mulher? Assim diz o Senhor. Amém.”

Encantada, a congregação aplaudiu de pé. Na saída, entre um autógrafo e outro, o pastor ouviu uma confissão: “Eu não entendi nada do que ele pregou, mas foi uma bênção.” “Aí, você falou ao meu coração!”, suspiraram as garotas da igreja. Feliz como quem marca um gol de placa, o “craque” da Palavra foi para casa achando que era o novo Caio Fábio.

Alex Dias Ribeiro, diretor executivo nacional dos Atletas de Cristo.

Essa fábula é cômica e trágica ao mesmo tempo, pois, embora os exageros, retrata bem muitas das igrejas dos nossos dias. O que vale são templos cheios mesmo que as pessoas saiam de lá ainda vazias. O pior é que muitas pessoas se interessam por esse tipo de coisa, não estão interessadas num encontro com a Palavra. Se estivessem buscariam igrejas não de eventos, pois igreja de evento é “vento”. Buscariam igrejas realmente comprometidas com a Palavra. Buscariam pregadores comprometidos em ensinar, edificar e alimentar seu rebanho numa demonstração clara e objetiva de que a revelação de Deus, a Bíblia, deve ser tratada com respeito e zelo. Os púlpitos não podem ser ocupados por qualquer pessoa, aquela que se autointitula pregadora da Palavra. Os pastores devem zelar pela saúde espiritual e mental do seu rebanho, pois prestarão contas a Deus sobre o que permitiram entrar pelos ouvidos daqueles que deveriam cuidar.


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POR QUE CONTABILIZAR OS FATOS CONTÁBEIS DAS IGREJAS?

As igrejas, denominadas de “templo de qualquer culto”, devidamente constituídas na forma de pessoa jurídica sem fins lucrativos, são imunes de tributos, conforme o art. 150 inciso VI “B” da Constituição Federal. No entanto, essa lei não as isenta das demais obrigações da pessoa jurídica, como entrega de DIPJ (Declaração de Impostos de Renda Pessoa Jurídica), escrituração dos fatos contábeis ocorridos no exercício e a publicação do balanço social, o que muitas vezes não é realizado por falta de informação dos líderes das igrejas no Brasil.

Conforme o art. 170 § 3º alínea III, as entidade sem fins lucrativos devem “manter escrituração completa de suas receitas e despesas em livros revestidos das formalidades que assegurem a respectiva exatidão”. Dessa forma, a lei estabelece critérios legais e claros para tais entidades, tornando-as passíveis de, até mesmo, perderem suas imunidades de tributação.

Além do prejuízo da perda de isenção de tributos pela falta de escrituração contábil, deve ser observada a Palavra de Deus em Salmos 106:3: “Bem-aventurado os que observam o direito, que praticam a justiça em todos os tempos”. Diante do princípio bíblico posso afirmar que perder a isenção é colher o fruto da má semeadura.

Outro agravante quanto à falta da escrituração contábil é voltado para a gestão administrativa. Devido ao surgimento de diversas denominações, a igreja no Brasil passa por um período de ascensão, com um crescimento em massa, o que é bom para a expansão do Evangelho. Por outro lado, muitas dessas igrejas foram constituídas sem qualquer planejamento, estrutura física e administrativa, assim como muitas pequenas empresas, que se instalam e fecham em um curto espaço de tempo. O fato é que os líderes dessas igrejas não as consideram como uma empresa, o que administrativamente deveria ocorrer. Assim como uma empresa, as igrejas devem exercer um trabalho de planejamento, metas e objetivos. Sob tal ponto-de-vista, a elaboração da contabilidade é imprescindível, pois irá proporcionar uma base sustentável para o gestor administrativo, que terá como fundamento as demonstrações contábeis para análises e projeções, não sendo direcionada apenas por um simples relatório: receitas (-) despesas = lucros ou prejuízos.

As igrejas precisam entender que, apesar de não serem deste mundo, estão inseridas no mundo, o que torna necessário saber quem são, para onde estão indo e aonde podem chegar financeiramente.

Lembro que planejamento financeiro, além de ter sua grande importância para o crescimento da igreja, é também um princípio bíblico, como destaca Lucas 14.28: "Pois qual de vós, pretendendo construir uma torre, não se assenta primeiro para calcular a despesa e verificar se tem os meios para a concluir?"

Guilherme Rodrigues Spolador [Contabilista, cursando Administração. Membro da Comunidade Nova Aliança de Londrina]

PR. LEANDRO MENEGATTE

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TERRA DO MEXERICO

Você já ouviu falar da Terra do Mexerico? Não? É de admirar, pois não está muito distante. Fica situada junto à Baía da Falsidade, onde a velha Senhora Boato reside.

A Terra do Mexerico não fica longe para quem quer ir lá: a Ociosidade o levará em menos de uma hora. A Estrada dos Maldizentes é muito popular e preferida pela maioria das pessoas que visitam a Terra do Mexerico, por ser asfaltada. Contudo, há um perigo, porque quase todos os visitantes, cedo ou tarde, caem na Baía da Falsidade, cujas águas são muito sujas por receberem os detritos de diversas povoações.

A estrada passa pelo túnel do Ódio, sendo a rua principal chamada de Dizem, e termina numa grande praça que tem por nome Ouvir Dizer. Muitas pessoas viciadas passam ali horas esquecidas, sendo acariciadas pela brisa da Baía da Falsidade conhecida pelo nome de Não Conte Nada.

No centro da cidade está o Parque das Histórias. É um recinto perigoso, não sendo raros os crimes de morte. As últimas vítimas foram um homem chamado Bom Nome e uma senhora conhecida pelo apelido de Reputação. Os atacantes quase sempre se escondem na Vila da Difamação, um lugarejo onde governa um certo indivíduo chamado Orgulho Invejoso. Este é um corcunda horripilante, mas por ter certas maneiras atrativas, consegue ganhar algumas amizades - principalmente daqueles que preferem viver na Terra do Mexerico.

A estrada Dizem, apesar de bem frequentada, é muito perigosa: muitas pessoas têm sido atacadas ali e deixadas ao lado muito maltratadas. Esquecíamo-nos de mencionar que esta estrada atravessa uma colina chamada Remorso, a qual, apesar de regada com lágrimas abundantes, produz muitos frutos amargos. Ao lado, encontra-se o cemitério onde estão sepultadas muitas pessoas que por descuido se aproximaram daquela terra de maldição. Evitai, pois, a Terra do Mexerico.

[EXTRAÍDO]

PR. LEANDRO MENEGATTE

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MUDE DE ATITUDE OU MUDE DE NOME

Certa vez, um determinado rei ameaçou o rei Alexandre, O Grande, de invadir seu reino. Seu exército era três vezes maior do que o de Alexandre, e com certeza, iria derrotá-lo. Mesmo com essa grande diferença, Alexandre reuniu seus soldados e disse: “- Vou lutar contra esse exército com ou sem vocês. Aqueles que quiserem lutar comigo, sigam-me”. Todos os soldados seguiram Alexandre, exceto um que se escondeu, pois teve medo de morrer.


Após três dias, o rei Alexandre chega com seu exército, vibrando pela vitória conquistada. Logo na chegada esse soldado fora trazido a sua presença, como prisioneiro, por haver se amedrontado e abandonado uma das batalhas. Alexandre o Grande, lhe perguntou: “-Qual o seu nome soldado?” E ele lhe respondeu: “-Alexandre, senhor”. O rei Alexandre lhe perguntou novamente em um tom mais elevado: “-Qual o seu nome, soldado? E a resposta foi a mesma: “-Alexandre, senhor”. Assim foi por algumas vezes. Até que Alexandre, o Grande lhe pegou pela roupa, o suspendeu e disse: “Mude de atitude ou mude de nome”.


Podemos usar a história como pano-de-fundo para avaliar nossas atitudes enquanto discípulos de Jesus. Não se pode estar ao lado de Jesus se o sentimento do coração não está associado ao seu sentimento de salvar o mundo. Não se pode seguir a Jesus se as atitudes andam na contramão do que ele ensinou e propôs para vida de um discípulo. Não se pode amar a Jesus se não estiver disposto a obedecê-lo em tudo. Portanto, as nossas atitudes têm que estar de acordo com as nossas palavras. Jesus não pode ser negado pelas nossas atitudes na vida. É como se dissesse a nós: “Mude de atitude ou não diga que é meu discípulo”.


PR. LEANDRO MENEGATTE

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A MELHOR E A PIOR COMIDA DO MUNDO

Há mais de dois mil anos, um rico mercador grego tinha um escravo chamado Esopo. Um escravo corcunda, feio, mas de sabedoria única no mundo. Certa vez, para provar as qualidades de seu escravo, o mercador ordenou:

- Toma, Esopo. Aqui está esta sacola de moedas. Corre ao mercado. Compra lá o que houver de melhor para um banquete. A melhor comida do mundo!

Pouco tempo depois, Esopo voltou do mercado e colocou sobre a mesa um prato coberto por fino pano de linho. O mercador levantou o paninho e ficou surpreso:

- Ah, língua? Nada como a boa língua que os pastores gregos sabem tão bem preparar. Mas por que escolheste exatamente a língua como a melhor comida do mundo?

O escravo de olhos baixos, explicou sua escolha:

- O que há de melhor do que a língua, senhor? A língua é que nos une a todos, quando falamos. Sem a língua não poderíamos nos entender. A língua é a chave das ciências,o órgão da verdade e da razão. Graças à língua é que se constroem as cidades, graças à língua podemos dizer o nosso amor. A língua é o órgão do carinho, da ternura, do amor, da compreensão. É a língua que torna eterno os versos dos grandes poetas, as ideias dos grandes escritores. Com a língua se ensina, se persuade, se instrui, se reza, se explica, se canta, se descreve, se elogia, se demonstra, se afirma. Com a língua dizemos "mãe", "querida" e "Deus". Com a língua dizemos "sim". Com a língua dizemos "eu te amo"! O que pode haver de melhor do que a língua, senhor?

O mercador levantou-se entusiasmado:

- Muito bem, Esopo! Realmente tu me trouxeste o que há de melhor. Toma agora esta outra sacola de moedas. Vai de novo ao mercado e traz o que houver de pior, pois quero ver a tua sabedoria.

Mais uma vez, depois de algum tempo, o escravo Esopo voltou do mercado trazendo um prato coberto por um pano. O mercador recebeu-o com um sorriso:

- Hum... já sei o que há de melhor. Vejamos agora o que há de pior...

O mercador descobriu o prato e ficou indignado:

- O quê?! Língua? Língua outra vez? Não disseste que a língua era o que havia de melhor? Queres ser açoitado?

Esopo encarou o mercador e respondeu:

- A língua, senhor, é o que há de pior no mundo. É a fonte de todas as intrigas, o início de todos os processos, a mãe de todas as discussões. É a língua que separa a humanidade, que divide os povos. É a língua que usam os maus políticos quando querem nos enganar com suas falsas promessas. É a língua que usam os vigaristas quando querem trapacear. A língua é o órgão da mentira, da discórdia, dos desentendimentos, das guerras, da exploração. É a língua que mente, que esconde, que engana, que explora, que blasfema, que insulta, que se acovarda, que mendiga, que xinga, que bajula, que destrói, que calunia, que vende, que seduz, que corrompe. Com a língua dizemos "morre" e "canalha", "demônio". Com a língua dizemos "não". Com a língua dizemos "eu te odeio"! Aí está, senhor, porque a língua é a pior e a melhor de todas as coisas!

Que a sua língua esteja sendo usada para abençoar, encorajar, estimular as pessoas ao seu redor, e louvar o Deus da sua vida. Se alguém estiver ferido por causa das suas palavras use sua língua e diga: “Me perdoe”. Faça isto e você descobrirá a benção de Deus sobre a sua vida.

LEANDRO MENEGATTE

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